Investigação

Corpo de mulher que morreu após denunciar falta de médicos em UPA é velado na Grande BH

Cerimônia ocorre em Santa Luzia e família cobra investigações sobre o atendimento em unidade de saúde de Ribeirão das Neves

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 09/06/2026 às 08:20.Atualizado em 09/06/2026 às 09:15.

O corpo de uma mulher de 32 anos, que faleceu em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ribeirão das Neves, é velado nesta terça-feira (9) no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O sepultamento está previsto para as 10h.

A paciente deu entrada na unidade na tarde do último sábado (6) com fortes dores no peito. Horas antes de falecer, ela gravou vídeos de dentro da instituição denunciando a demora no acolhimento e a ausência de profissionais nos consultórios. Diante do ocorrido, os familiares registraram um boletim de ocorrência e exigem a apuração dos fatos.

Denúncia em vídeo

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela mãe da paciente, a mulher deu entrada na UPA por volta das 14h30 de sábado. A vítima possuía histórico de cardiopatia e fibromialgia, passou pela triagem e permaneceu na expectativa de ser chamada pelo médico plantonista.

Por volta das 22h, ela relatou aos familiares que o quadro de saúde havia se agravado, momento em que recebeu oxigenoterapia. Já na madrugada de domingo (7), por volta de 1h30, a mulher utilizou o celular para registrar a situação do local.

Nas filmagens, ela exibiu salas de atendimento vazias e relatou que os funcionários estariam em período de descanso ou dedicados a procedimentos de transferência de outros pacientes. Pouco tempo após a gravação dos vídeos, ela caiu no chão da unidade e morreu.

O que diz a prefeitura de Ribeirão das Neves

Em nota oficial, a Prefeitura de Ribeirão das Neves declarou que a UPA Justinópolis opera com a equipe médica completa, totalizando 10 profissionais por plantão, entre clínicos, pediatras, cirurgião, ortopedista e emergencista. O Executivo municipal justificou que os médicos não ficam restritos aos consultórios, pois dividem o tempo com o acompanhamento de pacientes em observação e reavaliações clínicas.

A respeito do óbito da paciente de 32 anos, a administração pública assegurou que a equipe de saúde realizou todas as manobras de reanimação necessárias, mas a morte foi constatada no local. O município completou que a investigação sobre as causas exatas do falecimento está a cargo do Instituto Médico-Legal (IML).

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