Demissão publicada

Corregedoria demite delegada que atirou contra policiais após ficar ‘trancada’ em casa em BH

Decisão afirma que cometeu transgressões disciplinares confirmadas em processo administrativo

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 13/03/2026 às 12:06.Atualizado em 13/03/2026 às 12:16.
 (Reprodução / Redes Sociais)
(Reprodução / Redes Sociais)

A Polícia Civil de Minas Gerais demitiu a delegada que se trancou em casa, fez uma live para mostrar a negociação e depois atirou contra os colegas em novembro de 2023. A decisão da Corregedoria foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (13). 

A portaria é assinada pela corregedora-geral Elizabeth de Freitas Assis Rocha e indica que a delegada cometeu transgressões disciplinares confirmadas no processo administrativo.

A delegada passou a ser investigada após, em novembro de 2023, atirar contra policiais civis durante uma ocorrência em seu apartamento, no bairro Ouro Preto, na Pampulha, em Belo Horizonte. Na época, ela se trancou em casa, iniciou uma transmissão ao vivo e alegou perseguição por parte da PC. Após mais de 30 horas de negociação, deixou o local e foi levada a um hospital.

Em 2024, a mulher chegou a ser denunciada por quatro tentativas de homicídio, mas foi absolvida da acusação pela Justiça, que entendeu que ela não tinha intenção clara de matar. Apesar disso,  ela ainda respondia a procedimento administrativo por abandono do cargo.

Relembre o caso

O caso ocorreu em novembro de 2023, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha. A confusão envolvendo a delegada começou após ela iniciar uma live no Instagram mostrando o interior do apartamento enquanto negociava com policiais. Nas imagens, a mulher portava uma arma. A policial estava de licença para cuidar da saúde mental e deveria retomar as atividades naquele dia, o que não aconteceu.  

Ela dizia que não queria voltar a trabalhar após denunciar supostos casos de assédio na Polícia Civil. Colegas foram ao apartamento acreditando que ela poderia colocar a própria vida em risco. Os agentes teriam sido recebidos a tiros, o que gerou toda a situação que se prolongou por 33 horas.

A energia e a água do imóvel chegaram a ser cortadas. A delegada deixou o apartamento sedada no fim da tarde. Ela foi levada de ambulância para uma unidade de saúde em BH. Um dia depois, a Justiça de Minas Gerais expediu mandado de prisão.

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