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Damião nega falha em captação de patrocínios e diz que BH recusou 'mixaria' para o Carnaval 2026

Prefeito afirma que município recusou propostas baixas para valorizar o evento e garante investimento público de R$ 28 milhões

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 10/02/2026 às 11:51.Atualizado em 10/02/2026 às 12:40.
Segundo a PBH, cerca de 1.500 pessoas foram entrevistadas em 33 blocos de rua da cidade (Maurício Vieira/Hoje em Dia)
Segundo a PBH, cerca de 1.500 pessoas foram entrevistadas em 33 blocos de rua da cidade (Maurício Vieira/Hoje em Dia)

O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), afirmou nesta terça-feira (10) que não houve falha na captação de recursos privados para o Carnaval de 2026. Apesar de os editais de patrocínio terem arrecadado apenas 10% da meta inicial de R$ 21 milhões, o chefe do Executivo alegou que a administração municipal optou por recusar propostas de valores considerados baixos para o porte da festa.

“Nenhuma. Zero. Não teve falha nenhuma”, declarou o prefeito ao ser questionado sobre o desempenho da captação. Segundo Damião, o município não aceitou ofertas que reduziam os investimentos em comparação a anos anteriores. “Nós recusamos alguns patrocínios que queriam pagar aqui metade do que pagaram o ano passado. Não vão pagar. Belo Horizonte não precisa disso”, disse o prefeito durante coletiva onde apresentou programa para troca de carroças por tricíclos elétricos.

Com a baixa adesão da iniciativa privada, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) deverá retirar cerca de R$ 28 milhões dos cofres públicos para custear a folia. Até o momento, o montante arrecadado com parceiros externos soma R$ 2,3 milhões, provenientes da CDL/BH, Supermercados BH, Sesc e Caixa Econômica Federal.

Foco no folião e no ambulante

Damião comparou a negociação de cotas com a venda de publicidade em veículos de comunicação, afirmando que o município não está “com o pires na mão”. Para o prefeito, aceitar valores menores comprometeria a autonomia de quem trabalha e se diverte nas ruas da capital mineira.

“Entre o ambulante, entre o folião e o patrocinador, eu sou o folião e sou o ambulante. Eu não vou fazer o ambulante vender a cerveja que a patrocinadora quer, eu não vou fazer o show que a patrocinadora quer, porque a minha preocupação aqui é com a segurança das pessoas”, afirmou o gestor.

O prefeito reforçou que o investimento público está garantido independentemente de novos contratos. A expectativa da administração municipal é que mais de 6 milhões de foliões passem pela cidade durante o período festivo. “O patrocinador tem que entender que ele tem que valorizar o nosso Carnaval. Se quiser patrocinar, é entender que o nosso Carnaval tem qualidade e aqui ele vai mostrar a marca dele para um público altíssimo”, disse.

Damião concluiu afirmando que novos contratos ainda podem ser fechados até o início da festa, desde que sigam os trâmites da Prefeitura.Leia também: 

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