Defesa Civil diz que prédio atingido por avião não tem danos estruturais aparentes em BH
Imóvel no bairro Silveira foi interditado por precaução e segue sob avaliação após queda de aeronave

A Defesa Civil de Belo Horizonte informou que o prédio atingido por um avião de pequeno porte no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, não apresenta danos estruturais aparentes. Mesmo assim, o imóvel foi interditado de forma preventiva nesta segunda-feira (4), enquanto continuam os trabalhos do Corpo de Bombeiros e da perícia.
Segundo o secretário de Proteção e Defesa Civil, Elcione Menezes, a interdição foi adotada por segurança, principalmente devido ao vazamento de combustível e à necessidade de conclusão das operações no local. “Visualmente, a parte interditada é a que foi quebrada, um vão de escada e acesso a dois apartamentos. Estruturalmente, a edificação não apresenta nenhuma anomalia”, afirmou.
De acordo com o secretário, após a retirada da aeronave pelas equipes do Corpo de Bombeiros, será realizada uma vistoria detalhada em cada unidade do prédio. “Vamos avaliar apartamento por apartamento e liberar de acordo com o cenário de cada casa”, explicou.
A liberação para o retorno dos moradores ainda não foi autorizada e depende de nova avaliação das condições do imóvel, especialmente em relação ao cheiro de combustível e possíveis riscos no ambiente.
“Do ponto de vista estrutural, a princípio, será liberado. Mas é preciso avaliar a questão de vapor de combustível e se o ambiente está seguro para habitação”, disse Menezes.
Ele também informou que os danos estão concentrados na área externa e de acesso ao edifício. “A destruição é do fechamento da escada, não da estrutura do prédio”, pontuou.
Caso a interdição se prolongue, a prefeitura poderá oferecer suporte às famílias afetadas. “Se perdurar, vamos reunir com eles e verificar a necessidade de cada um, se há necessidade de abrigamento ou não”, afirmou.
Ainda não há prazo definido para a liberação total do imóvel, que depende da conclusão da perícia conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
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