
Uma negociação de um carro que terminou em desacordo comercial levou à morte dos irmãos Graciano Vicente Diniz e Giovani Vicente Diniz, no bairro Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dois irmãos, de 22 e 26 anos, foram presos suspeitos de envolvimento no duplo homicídio, ocorrido em 10 de abril. Um terceiro investigado, de 19 anos, segue foragido.
Segundo a Polícia Civil, em coletiva nesta terça-feira (19), Giovani havia vendido um veículo com mais de 20 anos de uso a um dos suspeitos. Depois da negociação, o carro apresentou problemas mecânicos, o que deu início a uma série de cobranças. A vítima teria tentado resolver a situação de forma amigável e chegou a levar o veículo para uma oficina.
“Foi um desacerto, um desacordo comercial que com certeza deveria ter sido resolvido na Justiça, pelos caminhos corretos, e acabou com essa fatalidade da morte de dois irmãos”, afirmou o delegado Adriano Soares.
No dia do crime, Giovani marcou um encontro com o comprador próximo à casa de familiares. Ele pediu que o irmão, Graciano, também fosse ao local. Por volta das 19h10, o suspeito chegou em uma motocicleta, acompanhado por um Fiat Argo. A presença do carro chamou a atenção da vítima, que chegou a enviar a placa em um grupo de WhatsApp da família.
A discussão ficou acalorada. Uma das vítimas tentou acionar a Polícia Militar, mas, segundo a investigação, ocupantes do Fiat Argo disseram que ele não deveria ligar para a polícia. Em seguida, os disparos começaram. Graciano morreu no local. Giovani chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil identificou o veículo usado no crime como um carro alugado e conseguiu acessar o GPS para reconstruir o trajeto feito pelos suspeitos. O automóvel foi localizado na região do Barreiro e periciado.
Um dos suspeitos foi preso na avenida João César de Oliveira, em Contagem. O outro foi localizado na divisa entre Nova Lima e Itabirito. O terceiro investigado, apontado como um dos executores, fugiu logo após o crime e ainda é procurado.
Segundo o delegado Ítalo Fernando de Almeida, a investigação ainda depende de exames periciais, incluindo balística, para detalhar a conduta de cada suspeito. “A gente tem a certeza que são eles os autores. Eu não posso detalhar nesse momento a conduta de cada um”, afirmou.
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