Dia de São Cosme e Damião; veja três opções de festas para celebrar a data em BH
Eventos organizados por terreiros e comunidades tradicionais envolvem distribuição de doces, brincadeiras para crianças, gastronomia, roda de samba e cerimônias religiosas

O Dia de São Cosme e Damião é celebrado neste domingo (27). Popularmente conhecida pela distribuição de saquinhos de doces às crianças, a data homenageia os gêmeos curandeiros. Eles são considerados pelos devotos como os padroeiros dos médicos, farmacêuticos e também das crianças.
Para quem quer aproveitar o final de semana para celebrar a data, o Hoje em Dia selecionou opções de festas de São Cosme e Damião em Belo Horizonte. Além da distribuição de doces, as programações envolvem brincadeiras para crianças, gastronomia, roda de samba e cerimônias religiosas.
Contação de histórias, brinquedos e doces no Kilombo Souza
A festa de São Cosme e Damião na comunidade localizada no Santa Tereza, Leste da capital, será no domingo (27), das 10h às 15h. Tradição anual iniciada pela matriarca do quilombo em 1975, a celebração da data terá distribuição de doces, brincadeiras e contação de histórias do livro “Iansã é vento, brincando faz meu cabelo dançar”, da autora Júnia Bertolino. Para quem quiser contribuir com a festa, o Kilombo Souza aceita doação de doces.
Gira de erês e rua de lazer no Casa de Pai Ogum
A festa no terreiro no bairro Dom Bosco, Noroeste de BH, será no domingo (27), a partir das 10h. A programação terá gira de erês (entidade na umbanda relacionada à energia das crianças e ligada aos Ibejis), rua de lazer com brinquedos, samba, barraquinhas de comida e feira de afroempreendedorismo. Para quem quer contribuir com a celebração, a casa aceita doações de doces, brinquedos, decoração ou qualquer valor via Pix.
São Cosme e Damião
São Cosme e Damião viveram na região da Ásia Menor, no século III d.C. Conforme a igreja católica, os dois médicos recusavam pagamentos e acabaram sendo perseguidos pelo império romano.
Porém, a tradicional distribuição de doces não vem do catolicismo, mas sim do sincretismo com as religiões de matriz africana. A prática veio da associação que os povos escravizados, como forma de manter a própria religiosidade viva diante da imposição do catolicismo, fizeram de Cosme e Damião a orixás da umbanda e do candomblé: os Ibejis.
Filhos gêmeos de Xangô e Iansã, os orixás representam a infância e são caracterizados pelo temperamento travesso e brincalhão. Na religiosidade de matriz africana, são os protetores das crianças. Os doces seriam as oferendas, o que explica como o dia ficou associado à distribuição de saquinhos de guloseimas.
*Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca e com informações da Agência Brasil
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