Diarista colocou calmante em suco antes de matar casal de idosos a facadas em BH, diz polícia
Suspeita usou quatro comprimidos do medicamento e esperou vítimas ficarem sonolentas antes de atacar, segundo delegado

A diarista suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, dopou o casal com um medicamento calmante antes do crime, segundo a Polícia Civil. De acordo com o delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), a mulher colocou quatro comprimidos em um suco preparado para os idosos no apartamento das vítimas, no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte, na última segunda-feira (29).
“Ela administrou no suco sem que eles percebessem. Infelizmente, tomaram e, depois de 30 a 40 minutos, eles começaram a ficar sonolentos”, afirmou o delegado. Logo após o casal adormecer, segundo Barletta, a suspeita iniciou os ataques com faca. Ela teria dito à polícia que passou a desferir vários os golpes porque tinha medo de que as vítimas acordassem.
“Depois que ela já estava com tudo dominado, então passou a fazer a subtração dos bens e do dinheiro”, explicou o policial.
A suspeita foi presa na madrugada desta quinta-feira (2), em um hotel de Itabira, na região Central de Minas. Ela estava acompanhada do filho, de 6 anos. Segundo a Polícia Civil, a investigada já era monitorada e foi localizada após levantamentos feitos pela equipe.
Durante o depoimento, a mulher confessou o crime. A polícia informou que ela será indiciada por latrocínio, roubo seguido de morte, duas vezes, já que duas pessoas foram assassinadas.
Mais de 50 facadas
A PCMG também atualizou o número de facadas contra as vítimas. Inicialmente, a investigação trabalhava com a informação de que o advogado havia sido atingido por 17 golpes e a empresária por cerca de sete. No entanto, segundo o delegado, a perícia criminal apontou, durante a madrugada, pelo menos 40 golpes contra Cláudio e entre 15 e 20 contra Maria Clotilde.
A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. A suspeita passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) e seria encaminhada ao sistema penitenciário feminino.
O que diz a defesa da suspeita
De acordo com a defesa da diarista, as razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno. "Qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso", detalho o advogado Bruno Correa Lemos.
