CRUELDADE

Diarista queimou idosa com thinner antes de matá-la a facadas, diz Polícia Civil

Laudos apontam que homem levou 43 facadas e mulher sofreu queimaduras nos olhos e tórax

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 14/07/2026 às 12:49.Atualizado em 14/07/2026 às 18:22.
Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira, de 76, foram mortos a  facadas no apartamento deles (Redes Sociais/Reprodução)
Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira, de 76, foram mortos a facadas no apartamento deles (Redes Sociais/Reprodução)

A diarista de 30 anos indiciada pelo latrocínio de um casal de idosos no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, queimou a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, com thinner antes de matá-la a facadas. A conclusão é da Polícia Civil, que finalizou o inquérito do caso e afirmou que a dinâmica do crime foi confirmada pela confissão da investigada e pelos laudos periciais.

Segundo o delegado Gustavo Barletta, responsável pelas investigações, a suspeita relatou que tentou matar a idosa por asfixia antes de recorrer às facas. “Ela usou uma almofada e também um produto químico, um solvente fortíssimo e tóxico, conhecido como thinner”, afirmou o delegado.

Ainda conforme Barletta, o uso do produto foi confirmado pelo exame cadavérico realizado pela perícia da Polícia Civil. A vítima apresentava, além das 15 perfurações de faca, diversas queimaduras na região do tórax, do rosto e do olho, inclusive com a córnea queimada. O perito legista explicou que o agente químico produziu essas lesões.

Dinâmica do crime e violência

A investigação aponta que, após dopar o casal com clonazepam, a diarista iniciou a ação criminosa dentro do apartamento. A polícia acredita que o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, acordou enquanto ela recolhia os objetos de valor e tentou se defender. Ele foi atingido por 43 facadas, incluindo golpes no rosto, olho, pescoço, costas e coração, além de apresentar diversas lesões de defesa, segundo a perícia.

Depois, a suspeita voltou para a sala, onde Maria Clotilde estava desacordada. Sem conseguir matá-la por asfixia, a investigada utilizou o thinner e, em seguida, desferiu 15 facadas, inclusive no coração da vítima.

Fuga e indiciamento

Após os assassinatos, a diarista recolheu dinheiro, relógios, joias, roupas e outros pertences do casal. Ela deixou o prédio usando roupas da própria vítima e seguiu para a região da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, onde vendeu parte dos objetos roubados.

O inquérito foi concluído na segunda-feira (13). A investigada foi indiciada por dois crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e permanece presa no Presídio José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves.

Em nota, a defesa da diarista informou que tomou conhecimento do Relatório Final apresentado pela Autoridade Policial no inquérito policial e que continará atuando "de forma técnica, séria, respeitosa e estritamente pautada pelos fatos formalizados nos autos."

O comunicado diz ainda que, "por respeito à investigação, às instituições e ao próprio processo, a Defesa não fará qualquer antecipação de teses ou juízo de valor sobre o mérito, limitando-se a se manifestar nos autos e nos momentos processuais adequados."

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