TRAGÉDIA NO 'MINHOCÃO'

Dono de parque, operador e engenheiro são indiciados por morte de cantora em brinquedo em Minas

Polícia Civil concluiu que falha em equipamento era progressiva, detectável e incompatível com funcionamento seguro do aparelho

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 12/05/2026 às 19:20.Atualizado em 12/05/2026 às 19:39.
Carolina Beatriz morreu após falha em brinquedo de parque de diversões em Itabirito, na região Central de Minas (PCMG)
Carolina Beatriz morreu após falha em brinquedo de parque de diversões em Itabirito, na região Central de Minas (PCMG)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou o proprietário do parque de diversões, o operador do brinquedo e o responsável técnico pelo empreendimento pela morte da cantora gospel Carolina Beatriz, de 21 anos, em abril deste ano em Itabirito, na região Central de Minas. Segundo a corporação, os três vão responder por homicídio doloso qualificado consumado e por três tentativas de homicídio doloso qualificado, na modalidade de dolo eventual, contra as demais pessoas que estavam no brinquedo no momento do acidente.

O inquérito foi concluído nesta semana e encaminhado à Justiça. Conforme a investigação, a estrutura do equipamento apresentava uma falha progressiva e detectável tecnicamente, incompatível com condições seguras de funcionamento.

 durante o funcionamento, atingindo ocupantes e provocando a queda de pessoas. Outras três vítimas sofreram ferimentos leves.

De acordo com o delegado Marcelo Teotônio de Castro, responsável pelo caso, a investigação apontou que o episódio poderia ter sido evitado. “O caso não se tratou de mera fatalidade ou acidente imprevisível, mas de situação estruturalmente perigosa que poderia e deveria ter sido evitada por aqueles que possuíam o dever legal, operacional e técnico de impedir o resultado”, afirmou.

As conclusões da Polícia Civil foram baseadas em laudos periciais, interrogatórios, análises documentais e outras provas técnicas. Durante as investigações, também foi cumprido mandado de busca e apreensão contra o engenheiro responsável pelo parque. Celular, computadores e documentos foram recolhidos pelos investigadores.

Ainda segundo a PCMG, o engenheiro passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação judicial.

pelos crimes de lesão corporal e homicídio culposo. O brinquedo foi interditado após a perícia realizada no local.

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