
Em apenas quatro meses, o Anel Rodoviário de Belo Horizonte registrou 1.125 acidentes de trânsito, que deixaram 172 feridos e seis mortos. A via, que está sob responsabilidade da prefeitura da capital desde o ano passado, ocupa o segundo lugar no ranking de acidentes em Minas, atrás apenas da avenida Cristiano Machado. Os dados, referentes de janeiro a abril, estão no Painel sobre Acidentes de Trânsito, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Os números voltaram a chamar atenção nesta terça-feira (12), após uma carreta desgovernada provocar um engavetamento envolvendo 14 veículos na altura do bairro Betânia, na região Oeste. Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas ficaram feridas sem gravidade e foram socorridas.
O trânsito ficou completamente parado durante o atendimento da ocorrência. Ao todo, o acidente envolveu oito carros de passeio, uma caminhonete, uma van e quatro carretas.
Acidentes são recorrentes
O cenário de congestionamentos e acidentes no Anel Rodoviário tem se repetido ao longo do ano. Em abril, duas ocorrências registradas em um curto intervalo de tempo travaram completamente a rodovia nos sentidos Vitória e Rio de Janeiro.
Na ocasião, um engavetamento envolvendo cinco veículos interditou o sentido Vitória entre os bairros Universitário e Maria Virgínia. Pouco depois, no sentido contrário, uma batida entre um carro e uma motocicleta terminou com a morte do motociclista. Com os bloqueios, o congestionamento chegou a ultrapassar três quilômetros, segundo informações divulgadas na época pela BHTrans.
PBH lista investimentos na rodovia
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que administra 22,4 quilômetros do Anel, no trecho entre o bairro Olhos D’Água e a avenida Cristiano Machado. Segundo o Executivo, cerca de 120 mil veículos circulam diariamente pela via, enquanto o restante do Anel Rodoviário segue sob responsabilidade do Dnit.
De acordo com a PBH, desde que assumiu a gestão do trecho, foram adotadas medidas como monitoramento por câmeras e equipes operacionais, disponibilização de reboques para retirada rápida de veículos, reforço da sinalização, padronização dos limites de velocidade e implantação de radares eletrônicos. Em fevereiro deste ano, começaram a operar 22 pontos de fiscalização eletrônica, que monitoram 62 faixas da via.
A prefeitura também afirmou que 427 agentes da BHTrans e da Guarda Municipal passaram a atuar de forma integrada no Novo Anel, com monitoramento presencial 24 horas por dia. O Executivo destacou ainda que a área de escape implantada entre o bairro Olhos D’Água e o trevo do Betânia já foi utilizada em 20 ocorrências envolvendo veículos pesados desde 2022.
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