Entrega de hospital com capacidade para 200 mil consultas por ano pode atrasar e ficar só para 2030
Estado ainda aguarda uma definição da justiça sobre a licitação da parceria público-privada para a construção da unidade

A entrega do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (Hope), em Belo Horizonte, pode atrasar pelo menos um ano. Inicialmente previsto para ser concluído em 2029, o novo hospital público pode ter as obras estendidas até 2030. O Estado ainda aguarda definição da Justiça sobre a licitação da parceria público-privada para a construção da unidade. O resultado do leilão está suspenso desde dezembro de 2025.
“Estamos esperando a decisão do Tribunal de Justiça para assinarmos o contrato para que comece a demolição neste ano. A expectativa é que esse hospital seja entregue em três a quatro anos. Não será comigo (na secretaria), mas eu, como cidadão mineiro e belo-horizontino, vou ficar muito feliz de ver o Hope aqui”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.
A decisão da Justiça paralisa as tratativas com o Consórcio Saúde HoPE, vencedor do leilão, e atende o recurso da empresa que ficou com o 2° lugar na concorrência. O início das intervenções estava previsto para 2026.
O recurso apresentado pela empresa, segunda colocada na disputa, questiona se o consórcio vencedor comprovou corretamente a experiência técnica mínima exigida. A companhia argumenta que o edital exige experiência prévia na construção de uma unidade de saúde com pelo menos 40 mil m² de área.
No entanto, o atestado de capacidade técnica apresentado pelo consórcio vencedor se baseia em um empreendimento com 70,4 mil m², mas com apenas 15,9 mil m² destinados à área hospitalar. O restante contempla consultórios privados, comércio, apart-hotel e serviços diversos.
Complexo de saúde 100% gratuito
O projeto foi anunciado em dezembro de 2024 como complexo de saúde 100% gratuito, com expectativa de 200 mil consultas e 30 mil internações anuais.
O novo complexo será construído onde hoje está o Hospital Galba Velloso, no bairro Gameleira, em modelo de Parceria Público-Privada (PPP). O investimento ultrapassa R$ 2 bilhões ao longo de 30 anos.
A unidade será referência em oncologia, infectologia, pediatria, hematologia, maternidade e saúde da mulher. Serão mais de 500 leitos, 13 salas cirúrgicas e 60 consultórios, com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), as partes envolvidas no processo já se manifestaram. As documentações estão com o magistrado relator do caso para análise. Não há previsão para o julgamento da ação.
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