Delegada da PC

Esposa de homem que matou gari em BH ganha nova licença e afastamento vai a 180 dias

Ana Paula está afastada desde 13 de agosto, dois dias após o crime

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 11/12/2025 às 07:37.Atualizado em 11/12/2025 às 13:15.
Renê Júnior e a esposa Ana Paula Lamêgo (Reprodução/Redes Sociais)
Renê Júnior e a esposa Ana Paula Lamêgo (Reprodução/Redes Sociais)

A delegada Ana Paula Lamego Balbino, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), recebeu uma nova licença médica e segue afastada do cargo até início de fevereiro de 2026. Ela é esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, preso pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes. O novo afastamento foi confirmado nessa quinta-feira (10), após publicação no Diário Oficial do Estado. 

A delegada está afastada desde 13 de agosto, dois dias após o crime. A PCMG informou que a mulher foi submetida a outra perícia e teve sua licença médica concedida por mais 60 dias, totalizando 180 dias de afastamento. Ela ainda responde a um processo administrativo disciplinar na corporação e já foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo e também por prevaricação

Segundo o Portal de Transparência, mesmo sem exercer a função, Ana Paula Lamego Balbino recebeu R$ 25,4 mil brutos. 

A reportagem do Hoje em Dia tenta contato com a defesa da delegada e o espaço segue aberto para manifestações. 

Renê e visitas

O marido da delegada, Renê disse, em entrevista a Roberto Cabrini, da TV Record, que estaria chateado por não ter recebido a visita da  esposa nesses quatro meses. O empesário chegou a dizer que que não sabia se ainda estava casado. 

Relembre o caso

Laudemir foi assassinado em serviço pelo empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que confessou ter efetuado o tiro. A arma era da esposa, a delegada Ana Paula Lamêgo Balbino. O caso ocorreu no bairro Vista Alegre, na região Oeste de Belo Horizonte. 

Renê foi indiciado por três crimes: homicídio duplamente qualificado, ameaça contra a motorista do caminhão de coleta de lixo e porte ilegal de arma de fogo. A pena pode chegar a 35 anos de prisão. 

Após o crime, o empresário “seguiu a rotina” e continuou o dia como se nada tivesse acontecido. Renê foi visto no trabalho e também passeando com dois cachorros. Depois, ainda foi para a academia, onde foi preso. 

Ao ser levado para a delegacia, Renê mandou mensagens para a esposa pedindo para que ela entregasse uma arma diferente da que foi utilizada no crime. "Entrega a nove milímetros. Não pega a outra. A nove milímetros não tem nada", escreveu, referindo-se à outra arma da delegada. Segundo o inquérito, Ana Paula não respondeu nem atendeu ao pedido do marido.

Antes de ser preso, o empresário ainda mandou outra mensagem para a esposa: "Estava no lugar errado na hora errada. Amor, eu não fiz nada". 

A polícia confirmou que a arma utilizada era da esposa do empresário. Ela foi indiciada pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, ao ceder o armamento ao marido. 

Conforme previsto na Lei do Desarmamento, o crime prevê pena de 2 a 4 anos de prisão. Porém, por ela ser servidora pública, poderá ter a pena aumentada por mais dois anos.

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