Sem nota fiscal

Esquema de R$ 90 milhões: operação mira comércio clandestino de mercadorias estrangeiras em MG

Centro logístico em São José da Lapa abastecia vendas sem nota fiscal em plataformas online, segundo investigação

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 23/03/2026 às 14:44.Atualizado em 23/03/2026 às 15:30.
Operação em galpões na Grande BH identificou esquema milionário (Receita Estadual/Divulgação)
Operação em galpões na Grande BH identificou esquema milionário (Receita Estadual/Divulgação)

Um esquema de comercialização clandestina de mercadorias de origem estrangeira, avaliado em R$ 90 milhões, foi alvo de operação conjunta da Receita Estadual e a Receita Federal nesta segunda-feira (23), em São José da Lapa, na Grande BH. A ação foi focada em um centro logístico que, segundo as investigações, armazenava e distribuía produtos sem cobertura fiscal, vendidos principalmente por meio de plataformas de e-commerce.

De acordo com os órgãos, os galpões funcionavam como base de recebimento das mercadorias, muitas delas provenientes da China, sem o pagamento de tributos como ICMS, IPI e contribuições federais.

Estrutura organizada

O local alvo da operação é composto por três galpões industriais, que atuavam de forma integrada. Dois eram usados para armazenagem e circulação de produtos sem documentação fiscal, enquanto o terceiro era destinado ao recondicionamento e venda direta de itens, inclusive com defeito.

Segundo o auditor fiscal Júlio Marcelo, coordenador do Laboratório de Auditoria Digital da Receita Estadual, a estrutura foi montada para dificultar a identificação pelas autoridades. “A operação tem como objetivo desestruturar uma organização voltada à comercialização de mercadorias irregulares provenientes da China”, afirmou.

Vendas on-line, prejuízo milionário e empresas de fachada

As investigações apontam que o grupo movimentava cerca de R$ 500 mil por dia em vendas em plataformas digitais sem o devido recolhimento de impostos. 

O esquema também envolvia a criação de empresas com uso de “laranjas fiscais”. Elas eram abertas, operavam inicialmente com pagamento regular de tributos e, depois, passavam a omitir informações, acumulavam dívidas e encerravam as atividades de forma irregular.

Ação e próximos passos

Durante a operação, os auditores realizaram apreensão de dados digitais, levantamento de estoque e análise de movimentações financeiras. O material será usado para aprofundar as investigações e calcular o valor exato dos tributos devidos.

Os responsáveis poderão ser cobrados judicialmente pelos valores sonegados, acrescidos de multas e juros.

Leia também:

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por