Estado diz que sargento não fez segurança de Zema mas pode ter cumprido escala em residência oficial
Militar atuou no Batalhão de Polícia de Guardas, que dentre as atribuições, faz o policiamento ostensivo de sedes de órgãos públicos e de residências oficiais
Quase seis horas após a Associação dos Praças Policiais e Bombeiros de Minas (Aspra) divulgar que o sargento da PM suspeito de matar a esposa, uma capitã, chegou a atuar na segurança do ex-governador Romeu Zema (Novo), o Governo do Estado soltou uma nota para se pronunciar sobre o caso. Segundo o Executivo estadual, o militar jamais integrou a equipe de segurança pessoal do chefe do Poder Executivo, mas pode ter cumprido escala em residência oficial.
Segundo o Governo de Minas, o sargento nunca atuou no Gabinete Militar do Governador (GMG), órgão responsável pelo planejamento e pela execução das atividades de escolta e proteção física do governador, ex-governadores e demais autoridades. "Dessa forma, o militar jamais integrou a equipe de segurança pessoal do chefe do Poder Executivo, não possuindo qualquer vínculo funcional com o governador nem tendo sido empregado em sua proteção".
No entanto, a própria nota enviada pelo Estado admite que o sargento serviu no Batalhão de Polícia de Guardas (BPG), da Polícia Militar de Minas Gerais, entre 2015 e 2023. Dentre as atribuições da unidade está o policiamento ostensivo de sedes de órgãos públicos e de residências oficiais. "Em razão da rotatividade das escalas de serviço, o militar pode ter atuado em postos dessa natureza, o que não se confunde, em nenhuma hipótese, com integrar o Gabinete Militar ou exercer a segurança pessoal de autoridades".
O Governo de Minas ainda acredita que tal "circunstância" tenha dado origem ao que o Estado chama de "interpretação equivocada". Já a Aspra, admitiu que o suspeito do crime chegou a atuar como diretor jurídico, mas não faz mais parte da entidade desde junho 2025.
"Os fatos divulgados dizem respeito à esfera pessoal e familiar dos envolvidos, não possuindo qualquer relação com a atuação institucional da Aspra, tampouco com atividades desempenhadas em nome desta ou de qualquer outra instituição ou entidade. A associação reafirma seu absoluto repúdio a toda e qualquer forma de violência contra a mulher", informou a Aspra.
Veja na íntegra a nota do Governo de Minas
O Governo de Minas informa que o sargento envolvido na ocorrência desta terça-feira, em Belo Horizonte, nunca atuou no Gabinete Militar do Governador (GMG), órgão responsável pelo planejamento e pela execução das atividades de escolta e proteção física do governador, ex-governadores e demais autoridades. Dessa forma, o militar jamais integrou a equipe de segurança pessoal do chefe do Poder Executivo, não possuindo qualquer vínculo funcional com o governador nem tendo sido empregado em sua proteção.
Cabe esclarecer que o sargento serviu no Batalhão de Polícia de Guardas (BPG) da Polícia Militar de Minas Gerais, entre 2015 e 2023, unidade que, entre suas atribuições, realiza o policiamento ostensivo de sedes de órgãos públicos e de residências oficiais. Em razão da rotatividade das escalas de serviço, o militar pode ter atuado em postos dessa natureza, o que não se confunde, em nenhuma hipótese, com integrar o Gabinete Militar ou exercer a segurança pessoal de autoridades.
É possível que essa circunstância tenha dado origem à interpretação equivocada de que o sargento fazia parte da segurança do governador, o que não corresponde à realidade.
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