SUSPEITO DE MATAR CAPITÃ

Estado diz que sargento não fez segurança de Zema mas pode ter cumprido escala em residência oficial

Militar atuou no Batalhão de Polícia de Guardas, que dentre as atribuições, faz o policiamento ostensivo de sedes de órgãos públicos e de residências oficiais

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 21/07/2026 às 18:54.Atualizado em 21/07/2026 às 19:28.

Quase seis horas após a Associação dos Praças Policiais e Bombeiros de Minas (Aspra) divulgar que o sargento da PM suspeito de matar a esposa, uma capitã, chegou a atuar na segurança do ex-governador Romeu Zema (Novo), o Governo do Estado soltou uma nota para se pronunciar sobre o caso. Segundo o Executivo estadual, o militar jamais integrou a equipe de segurança pessoal do chefe do Poder Executivo, mas pode ter cumprido escala em residência oficial.

Segundo o Governo de Minas, o sargento nunca atuou no Gabinete Militar do Governador (GMG), órgão responsável pelo planejamento e pela execução das atividades de escolta e proteção física do governador, ex-governadores e demais autoridades. "Dessa forma, o militar jamais integrou a equipe de segurança pessoal do chefe do Poder Executivo, não possuindo qualquer vínculo funcional com o governador nem tendo sido empregado em sua proteção".

No entanto, a própria nota enviada pelo Estado admite que o sargento serviu no Batalhão de Polícia de Guardas (BPG), da Polícia Militar de Minas Gerais, entre 2015 e 2023. Dentre as atribuições da unidade está o policiamento ostensivo de sedes de órgãos públicos e de residências oficiais. "Em razão da rotatividade das escalas de serviço, o militar pode ter atuado em postos dessa natureza, o que não se confunde, em nenhuma hipótese, com integrar o Gabinete Militar ou exercer a segurança pessoal de autoridades".

O Governo de Minas ainda acredita que tal "circunstância" tenha dado origem ao que o Estado chama de "interpretação equivocada". Já a Aspra, admitiu que o suspeito do crime chegou a atuar como diretor jurídico, mas não faz mais parte da entidade desde junho 2025. 

"Os fatos divulgados dizem respeito à esfera pessoal e familiar dos envolvidos, não possuindo qualquer relação com a atuação institucional da Aspra, tampouco com atividades desempenhadas em nome desta ou de qualquer outra instituição ou entidade. A associação reafirma seu absoluto repúdio a toda e qualquer forma de violência contra a mulher", informou a Aspra.

Veja na íntegra a nota do Governo de Minas

O Governo de Minas informa que o sargento envolvido na ocorrência desta terça-feira, em Belo Horizonte, nunca atuou no Gabinete Militar do Governador (GMG), órgão responsável pelo planejamento e pela execução das atividades de escolta e proteção física do governador, ex-governadores e demais autoridades. Dessa forma, o militar jamais integrou a equipe de segurança pessoal do chefe do Poder Executivo, não possuindo qualquer vínculo funcional com o governador nem tendo sido empregado em sua proteção.

Cabe esclarecer que o sargento serviu no Batalhão de Polícia de Guardas (BPG) da Polícia Militar de Minas Gerais, entre 2015 e 2023, unidade que, entre suas atribuições, realiza o policiamento ostensivo de sedes de órgãos públicos e de residências oficiais. Em razão da rotatividade das escalas de serviço, o militar pode ter atuado em postos dessa natureza, o que não se confunde, em nenhuma hipótese, com integrar o Gabinete Militar ou exercer a segurança pessoal de autoridades.

É possível que essa circunstância tenha dado origem à interpretação equivocada de que o sargento fazia parte da segurança do governador, o que não corresponde à realidade.

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