Falso cuidador de idosos é preso por aplicar golpes e fazer empréstimos em nome de vítimas em MG
Suspeito usava dados de idosos para fraudes bancárias e chegou a se passar por delegada; crimes ocorreram na Grande BH

Um homem de 47 anos foi preso preventivamente, suspeito de aplicar golpes em idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ele se passava por cuidador de idosos para obter dados pessoais e bancários das vítimas e, com isso, realizar empréstimos, abrir contas e efetuar transações fraudulentas.
A prisão faz parte de uma investigação que apura um esquema estruturado de estelionato. Durante a operação, também foram apreendidos celulares com documentos e informações que indicam a existência de múltiplas vítimas.
Como funcionava o golpe
De acordo com as investigações, o suspeito se aproveitava da relação de confiança criada com os idosos para acessar documentos, celulares e aplicativos bancários. Ele induzia as vítimas a realizar reconhecimento facial e a fornecer dados, sem saber que estavam autorizando operações financeiras.
Além disso, o homem utilizava identidades falsas e chegou a se passar por uma delegada para dar credibilidade aos golpes e pressionar as vítimas. Em um dos casos, ele aplicou o chamado “golpe do falso médico”, entrando em contato com familiares de pacientes para solicitar pagamentos via Pix, sob a justificativa de procedimentos hospitalares.
Segundo o delegado Alex Dalton, o suspeito alterava documentos e usava dados falsos para simular cobranças oficiais. “A ideia é que as pessoas não acreditem em contatos via WhatsApp pedindo pagamento antecipado. É fundamental verificar quem é o favorecido antes de fazer qualquer transferência”, alertou.
Vítimas e valores
Até o momento, ao menos quatro vítimas foram identificadas, em sua maioria idosos. Em um dos casos investigados, o prejuízo chegou a cerca de R$ 25 mil. A Polícia Civil acredita, no entanto, que o número de vítimas pode ser maior, já que muitos idosos podem não perceber as movimentações financeiras indevidas. Há registros de ocorrências em cidades como Belo Horizonte, Pedro Leopoldo e Araçoiaba.
As investigações começaram no fim de 2024 e seguem em andamento. Conforme a PCMG, o suspeito já possui histórico de crimes de estelionato em diferentes cidades do estado. Ele utilizava diferentes números de telefone e identidades para dificultar a identificação e, possivelmente, contava com a ajuda de terceiros para a movimentação dos valores.
A Polícia Civil orienta que familiares de idosos fiquem atentos às movimentações bancárias e ao comportamento de cuidadores. Também recomenda verificar antecedentes antes da contratação e desconfiar de pedidos de pagamento feitos por mensagens. Pessoas que suspeitarem de golpes devem procurar a Polícia Civil e registrar ocorrência.
Leia também: