REFLEXOS DA CRISE

Falta d’água deixa escolas do Barreiro sem aulas em BH; Copasa prevê normalização até quinta

Unidades tiveram atividades suspensas nesta terça-feira (1º), enquanto outras tentam reforçar abastecimento com caminhões-pipa; companhia afirma que reparo no Barreiro foi concluído pela manhã

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 01/09/2026 às 12:40.Atualizado em 01/09/2026 às 12:43.
Região do Barreiro já está a quatro dias sem água; escolas informam às famílias que não teria condições de funcionar nesta terça-feira (1º) (Valéria Marques/Hoje em Dia)
Região do Barreiro já está a quatro dias sem água; escolas informam às famílias que não teria condições de funcionar nesta terça-feira (1º) (Valéria Marques/Hoje em Dia)

A falta d’água que ainda atinge pontos de Belo Horizonte e da Região Metropolitana já provoca suspensão de aulas em escolas nesta terça-feira (1º). No Barreiro, unidades municipais comunicaram às famílias alterações nas atividades por não terem condições de funcionamento, enquanto a rede estadual também registra escolas afetadas. A Copasa afirma que mobilizou uma força-tarefa e prevê a regularização completa do abastecimento na RMBH até quinta-feira (3).

A Escola Municipal Antônio Mourão Guimarães, no Barreiro, alertou a comunidade escolar que, devido à falta d’água, não haveria atendimento do programa Escola Integrada nesta terça-feira e orientou as famílias a enviarem garrafas de água para as crianças.

Já a Emei Maria Sales Ferreira, no Betânia, a direção informou às famílias que a água ainda não havia retornado nesta terça. Segundo comunicado divulgado pela instituição, a unidade conseguiu uma quantidade suficiente apenas para a limpeza do espaço e, por isso, não teria condições de funcionar em nenhum dos turnos. O dia deverá ser reposto posteriormente.

A Escola Estadual Cecília Meireles também suspendeu as aulas nesta terça devido à falta d’água. Em comunicado às famílias, a unidade informou que ainda não havia definição sobre o funcionamento na quarta-feira (2) e orientou a comunidade escolar a acompanhar novas atualizações.

Rede estadual também tem escolas afetadas

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) confirmou que algumas escolas estaduais da Região Metropolitana de Belo Horizonte foram afetadas pela instabilidade no fornecimento, mas não informou quantas nem quais unidades enfrentam problemas.

Em alguns casos, as atividades foram suspensas nesta terça. Nas escolas que mantiveram as aulas, segundo a pasta, estão sendo feitas tratativas para reforçar o abastecimento por meio de caminhões-pipa.

As Superintendências Regionais de Ensino (SREs) Metropolitanas A, B e C e as direções das unidades continuarão acompanhando a situação e atualizando a comunidade escolar. Conforme a SEE/MG, as escolas que tiverem aulas suspensas deverão fazer a reposição posteriormente, seguindo o Calendário Escolar de 2026 e garantindo o cumprimento dos 200 dias letivos previstos na legislação.

Copasa dá novo prazo

Os impactos nas escolas ocorrem um dia depois de a Copasa informar que as intervenções realizadas no sistema haviam sido finalizadas e que o abastecimento estava em processo de normalização. Nesta terça, a companhia detalhou novos reparos e estabeleceu quinta-feira (3) como previsão para a regularização completa do fornecimento na RMBH.

No Barreiro, segundo a Copasa, equipes atuaram em um rompimento de adutora e concluíram o reparo na manhã desta terça-feira. Após a religação do sistema, começou a recuperação gradual do abastecimento.

A companhia informou ainda que, na noite de segunda-feira (31), corrigiu um vazamento pontual em uma adutora relacionada às obras de interligação executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra). Depois do serviço, a rede foi liberada para pressurização.

Outras intervenções também afetaram o sistema metropolitano nos últimos dias. A Copasa cita manutenções elétricas da Cemig em Brumadinho, serviços no sistema de Pedro Leopoldo e a paralisação programada do Sistema Rio Manso no último domingo (30).

Mais de 15 caminhões-pipa

Enquanto as redes passam pelo processo de pressurização, a Copasa afirma ter colocado mais de 15 caminhões-pipa em operação e prevê ampliar a frota nos próximos dias. O atendimento emergencial prioriza hospitais, unidades de pronto atendimento, creches, escolas e locais considerados mais críticos devido às características do relevo. A companhia também informou que passará a divulgar boletins diários sobre a situação do abastecimento.

A Prefeitura de Belo Horizonte foi procurada para informar quantas escolas e Emeis da rede municipal tiveram as atividades suspensas ou alteradas pela falta d’água, quantos estudantes foram afetados e como será feita a reposição das aulas. O espaço segue aberto para manifestação.

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