Familiares de Gabriela Emília Resende, tenente da Polícia Militar (PM) morta após a queda de um avião da força de segurança em Ipatinga, no Vale do Aço, reúnem registros da oficial para que filhos tenham lembranças da mãe. A ação é mobilizada pela irmã da militar nas redes sociais.
A família pede fotos, vídeos e áudios. “Compartilhe conosco, no direct, toda e qualquer lembrança que você tenha da sua convivência com ela. Vale episódio engraçado, triste, tenso, bobo... Qualquer coisa que possa criar memórias da pessoa incrível que ela é”, diz a irmã Katha Solar, na publicação feita no Instagram.
Interessados em ajudar na força-tarefa podem clicar aqui.
“A equipe de psicologia estava dizendo que até os 4 anos é pouquíssimo provável que eles (filhos) tenham registros autobiográficos da mãe. Isso quer dizer que provavelmente eles não vão ter lembranças da convivência direta”
Primeira mulher a se tornar piloto de aeronaves
Natural de Belo Horizonte, Gabriela Emília deixou o marido e dois filhos pequenos. Além dela, também perderam a vida na tragédia o tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, de 49 anos, e a tenente Alice Santos Oliveira Almeida, de 34.
Gabriela Emília foi a primeira mulher da PM de Minas a se tornar piloto de aeronaves de asa fixa do Comando de Aviação do Estado. Ela acumulava cerca de 300 horas de voo e havia retornado recentemente da licença-maternidade quando ocorreu o acidente aéreo, no início deste mês.
A tenente foi uma das três vítimas do acidente nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Segundo a Polícia Militar, a aeronave havia acabado de decolar quando caiu. O avião, um Beechcraft Super King Air 300, identificado operacionalmente como Pégasus 17 e registrado sob o prefixo PP-EJO, explodiu após o impacto.
A aeronave havia partido do Aeroporto da Pampulha, em BH. Os militares realizavam um voo de recheque, procedimento utilizado para avaliar as habilidades dos pilotos. O avião era utilizado em missões de transporte de órgãos para transplantes.
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