JORNADA DE TRABALHO

Fim da escala 6x1 preocupa supermercados de Minas, e associação defende remuneração por hora

Presidente da Amis afirma que o setor ainda discute mudanças no funcionamento das lojas e busca alternativas para suprir a demanda por mão de obra

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 27/10/2026 às 16:41.Atualizado em 27/10/2026 às 16:53.
 (EBC/Arquivo)
(EBC/Arquivo)

A mudança na jornada de trabalho com o fim da escala 6x1 preocupa o setor supermercadista mineiro, que ainda avalia como adaptar o funcionamento das lojas às novas regras. O presidente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Alexandre Poni, afirmou nesta terça-feira (27), durante a abertura da Superminas, no Expominas, em BH, que o setor também discute alternativas para contratar trabalhadores. Uma das medidas defendidas para implantação no futuro é a remuneração por hora trabalhada.

Segundo Poni, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) busca diálogo com o poder público para viabilizar uma proposta de trabalho por hora, sem retirar direitos dos trabalhadores. A ideia, segundo ele, é permitir que os estabelecimentos contem com funcionários nos períodos em que há maior necessidade de mão de obra.

A Emenda Constitucional 141, promulgada em 16 de outubro, prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, além de dois dias de descanso remunerado por semana. A partir de 16 de dezembro de 2026, o limite será de 42 horas semanais. A jornada máxima de 40 horas passará a valer em 16 de dezembro de 2027.

O presidente da Amis afirmou que entidades representativas do comércio discutem alternativas com o governo e os sindicatos, incluindo acordos coletivos e formas de organizar a transição. Segundo ele, ainda não há definição sobre como as mudanças serão aplicadas na rotina dos supermercados.

Poni também demonstrou preocupação com os efeitos sobre o atendimento aos consumidores, especialmente aos domingos, quando as lojas precisam conciliar a escala dos funcionários com a demanda dos clientes.

“Nós temos que ter um tempo de abertura das lojas. Então, ainda é muito cedo para falar como é que nós vamos agir”, afirmou.

Apesar das dúvidas sobre a adaptação do setor, Poni disse que os supermercados vão cumprir as regras estabelecidas. A Superminas segue até quinta-feira (29), no Expominas, reunindo empresas e profissionais do setor supermercadista.

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