SEGUNDO A POLÍCIA

'Fiz uma grande besteira', disse suspeita de matar idosos a facadas a familiares

Mulher investigada pelo duplo homicídio segue foragida

Leandro Alves* e Cristiana Navarro
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 01/07/2026 às 20:41.Atualizado em 01/07/2026 às 20:59.
PC investiga se um motorista, que aguardou a mulher por cerca de 15 minutos, a ajudou a fugir (Leandro Alves / Hoje em Dia)
PC investiga se um motorista, que aguardou a mulher por cerca de 15 minutos, a ajudou a fugir (Leandro Alves / Hoje em Dia)

A principal suspeita de matar a facadas o casal de idosos em um apartamento no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte, disse a um familiar, no mesmo dia do duplo homicídio, que havia “feito uma grande besteira”. A informação foi dada nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Civil.

Segundo o delegado de Polícia Civil, Felipe Freitas, a suspeita tomou um banho na casa das vítimas e saiu do apartamento vestida com as roupas da idosa. Posteriormente, jogou as roupas ensanguentadas em uma caçamba de lixo, próxima ao edifício e entrou em um carro de luxo. A PC investiga se o motorista a ajudou a fugir, já que o veículo ficou cerca de 15 minutos esperando a mulher. 

Logo após, a suspeita foi ao Centro de Belo Horizonte para vender os objetos que teriam sido roubados do apartamento. Na sequência, retornou para casa, em Ribeirão das Neves, na Grande BH. Lá, falou que fez uma "grande besteira", mas sem dar detalhar. Ela saiu de casa com o filho de 6 anos.

Relembre o crime

O casal de idosos morava em um apartamento no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira, de 76, foram mortos com 24 facadas. As investigações indicam que o crime aconteceu na tarde de segunda-feira (29). A principal suspeita do crime tem 30 anos e mora em Ribeirão das Neves, na Grande BH.

Os laudos iniciais da perícia mostram a violência da ação: a idosa foi atingida por sete facadas na garganta, pescoço, queixo, tórax e pelve, enquanto o advogado sofreu 17 golpes, a maioria no abdômen, pescoço e cotovelos..

Quem eram as vítimas

Cláudio Atala e Maria Clotilde eram conhecidos pela rotina ativa, viagens em família e forte ligação com o trabalho. Eles foram descritos por conhecidos como pessoas cheias de vida, que gostavam de conhecer o mundo e compartilhar momentos felizes com parentes e amigos nas redes sociais.

Cláudio era advogado atuante, pós-graduado em Direito Empresarial pela PUC Minas e sócio-fundador do escritório Atala Inácio Advogados Associados, na capital mineira. Conforme a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), ele concentrava o trabalho principalmente nas áreas trabalhista e empresarial. 

Maria Clotilde dedicou anos de sua vida ao comércio varejista na capital. Ela constava como ex-sócia da empresa Homestore Presentes e Decoração, estabelecimento que também funcionava no bairro São Pedro e que atualmente encontra-se com o CNPJ baixado. De acordo com o sobrinho do casal, Henrique Maciel, ela também teve um passado dedicado ao esporte, atuando como atleta por muitos anos.

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