
Enquanto o rosa e o dourado tomam conta da multidão que aproveita o Então, Brilha! na avenida do Contorno, alguns foliões se destacam no meio da multidão. O bloco, que lota o hipercentro de Belo Horizonte neste sábado (14) de Carnaval, reúne pessoas de todas as idades.
No meio da batucada, Geralda Medeiros, de 84 anos, chamava a atenção. Ela é foliã assídua do cortejo. “Todo ano eu venho. Eu gosto do Carnaval e amo o Brilha", conta.
A idosa conta que veio junto com a filha, de 35. "Temos que manter a energia sempre em cima, fazer aquilo que a gente gosta. Eu corro, faço trilha, faço de tudo".
Quem também curtiu o foi Maya, de apenas 4 anos, que veio com a mãe Ana Paula Carvalho, de 36. Para a fisioterapeuta, levar a filha para o centro da festa é um ato de educação cultural.
"Com certeza é um ambiente de alegria, de dança, de felicidade. Tudo feito com responsabilidade é maravilhoso", afirma a mamãe.
Ana Paula criticou ainda o Projeto de Lei 11/2025, aprovado em 1º turno na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), que restringe a presença de crianças em eventos culturais, artísticos, carnavalescos ou paradas LGBTQIAPN+ que apresentem exposição de nudez ou conteúdo inapropriado para menores.
"É um absurdo. Não faz sentido não deixar a criança participar desse evento que é do povo", pontua.