
Preso na madrugada deste sábado (10), em Divinópolis, o traficante Sonny Clay Dutra é apontado pelas forças de segurança como o número 1 do comércio ilegal de pasta-base de cocaína em Minas. Esta é a terceira vez que o criminoso vai parar atrás das grades - as duas anteriores foram revogadas pela Justiça. Ele estava foragido há sete anos.
Detalhes sobre a prisão em flagrante de Sonny Clay foram dados no fim da manhã pela Polícia Civil, responsável pela operação, realizada em boate (assista o vídeo abaixo) da cidade do Centro-Oeste de Minas.
Delegados informaram que o traficante tinha um comportamento "discreto". Sem segurança, era visto em veículos de luxo. Durante a prisão, uma moto BMW 1300 foi apreendida.
Ele estaria morando em Itaúna - a 40km de Divinópolis. A residência, no entanto, ainda não foi localizada pelos investigadores.
Titular da Repressão às Ações Criminosas Organizadas, o delegado Davi Gomes, informou que Sonny Clay é considerado o principal fornecedor de pasta-base de cocaína em Minas, e um dos maiores do Brasil.
Relações com a alta cúpula do narcotráfico internacional
Conforme o policial, o preso chefia "uma grande rede de distribuição no país", com atuação em Goiás, Brasília e Paraná. Ele também teria relações com a alta cúpula do narcotráfico internacional, em países como Bolívia e Paraguai.
Alvo de investigação da PC, Sonny Clay teve R$ 848 milhões bloqueados em contas bancárias em 2019. “Na última prisão dele, efetuada pela Polícia Civil, nós conseguimos identificar uma rede complexa de lavagem de dinheiro, onde utilizava diversas empresas de fachada em Minas, Goiás, Brasília, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul”, afirmou o delegado Marcus Vinicius Lobo Leite Vieira, titular da Divisão Especializada Operacional.
As apurações da PC também apontam que o traficante passou por diversas mudanças estéticas e físicas, o que dificultou o trabalho da corporação.
* Estagiário, sob supervisão de Renato Fonseca
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