
Uma clínica psiquiátrica de Alfenas, no Sul de Minas, foi parcialmente interditada após uma força-tarefa identificar violações de direitos humanos e irregularidades sanitárias. Dois responsáveis pela instituição foram presos, e sete homens encontrados em condições degradantes foram resgatados. Eles foram encaminhados para atendimento em serviços de saúde de referência da região.
Coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a operação foi realizada nessa terça-feira (18) e contou com a participação de órgãos estaduais e municipais, do Conselho Tutelar e da Polícia Militar. A fiscalização foi planejada a partir de denúncias recebidas pelos órgãos envolvidos.
A Vigilância Sanitária Municipal lavrou auto de inspeção e determinou a interdição parcial da clínica, proibindo a admissão de novos pacientes. Já a Polícia Militar registrou ocorrência indicando possíveis crimes de tortura, sequestro, cárcere privado e maus-tratos.
Maus-tratos e irregularidades sanitárias
Segundo os registros da fiscalização, algumas pessoas estavam em cômodos fechados e trancados por fora com cadeados, em ambientes sem condições adequadas de higiene, acomodação e segurança.
De acordo com a ocorrência policial, uma pessoa foi encaminhada para atendimento hospitalar após ser encontrada lesionada em um ambiente com fiação elétrica exposta, presença de fezes e urina e sem cama para acomodação.
Em outro cômodo, também trancado pelo lado de fora, equipes localizaram pacientes em condições inadequadas para assistência e permanência. Os ocupantes foram retirados do local e encaminhados para atendimento pela rede responsável.
De acordo com listagem fornecida pela clínica, havia 137 pessoas institucionalizadas no local no dia da operação, entre adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, pessoas com sofrimento mental e pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.
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