
Uma megaoperação de combate ao tráfico de drogas mobiliza cerca de 230 agentes das forças de segurança na manhã desta segunda-feira (1º) em Belo Horizonte. A mobilização, considerada pelo governo estadual como a maior da história de Minas Gerais, conta com a atuação conjunta das polícias Militar, Civil, Penal, além do apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A coordenação dos trabalhos é realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
A operação, batizada de ‘Cerco Fechado’, ocorre de maneira simultânea na capital e nos municípios de Teófilo Otoni, Uberlândia, Uberaba, Juiz de Fora e Manhuaçu. O objetivo principal é desarticular a atuação de facções criminosas com forte presença nessas regiões, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Helicópteros das polícias Civil e Militar decolaram nas primeiras horas do dia do Aeroporto da Pampulha para dar apoio aéreo às equipes em terra.
Pontos estratégicos na capital
Em Belo Horizonte, a concentração de parte do efetivo ocorreu no Regimento de Cavalaria da Polícia Militar, localizado no Bairro Prado, na Região Oeste. As abordagens e os cumprimentos das ordens judiciais começaram por volta das 6h. Até o momento, o balanço com o número exato de mandados judiciais sendo cumpridos não foi divulgado pelas autoridades.
Os agentes estão distribuídos em diversas comunidades da capital onde há registros de conflitos e atuação do tráfico de drogas:
- Aglomerado da Serra
- Pedreira Prado Lopes
- Cabana do Pai Tomás
- Vila Cemig
- Morro do Papagaio
- Morro das Pedras
Como parte da estratégia de ocupação e demonstração de força, o veículo blindado do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi posicionado na Praça do Cardoso, no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
"A iniciativa é a maior operação da história do estado no combate ao tráfico de drogas e vai garantir a permanência das polícias em localidades com presença estruturada de facções criminosas", informou o Governo de Minas Gerais em nota.