Fotógrafo é preso suspeito de aliciar 15 jovens pelas redes sociais para cometer abusos sexuais
Investigações apontam que suspeito agia oferecendo ensaios e alegando que as fotos aumentariam o engajamento das vítimas nas redes sociais
Um fotógrafo de 30 anos, suspeito de oferecer ensaios fotográficos para aliciar jovens, foi preso nesta sexta-feira (27) em Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce. Ele é investigado por exploração e abuso sexual, corrupção de menores e armazenamento de pornografia infantojuvenil.
Conforme a Polícia Civil (PC), 15 vítimas foram identificadas até o momento, sendo 11 em Coronel Fabriciano, três em Timóteo e uma em Ipatinga. A maioria tem entre 13 e 18 anos.
Por meio de levantamentos, os policiais identificaram que o crime seguia um padrão de evolução. Primeiramente, o suspeito abordava as vítimas ofertando o portfólio profissional, alegando que as fotos aumentariam o engajamento nas redes sociais.
Depois, o fotógrafo iniciava o processo de "indução ao erotismo", quando as jovens eram convencidas a posarem para fotos sensuais. Por fim, o homem partia para o abuso e exploração sexual. De acordo com a PC, há indícios, inclusive, do uso de drogas durante os ensaios e a existência de ameaças de divulgação das imagens íntimas para coagir as vítimas.
Conforme a delegada Isabela Santana, a investigação está em estágio inicial e não é descartada a hipótese da existência de uma rede de pedofilia, assim como o envolvimento de outros homens no crime.
Denúncias nas redes sociais impulsionaram a investigação
Segundo a delegada, a prisão decorre de uma investigação que ganhou força após relatos dos abusos nas redes sociais. “As apurações já estavam em curso, porém não existiam muitas provas nem a identificação do autor. Com o advento da publicação nas redes sociais e a ampla divulgação, as vítimas se encorajaram e foram à delegacia para apresentar novas provas”, afirma.
A delegada reforça a importância da formalização das denúncias para o sucesso das investigações e recomenda que as queixas não se limitem aos relatos em redes sociais. “Alertamos a importância da ida da vítima à delegacia e de levar as provas que ela possui, porque é isso vai complementar as investigações para que a condenação seja justa”, ressalta Isabela.
* Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca
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