MODÃO NA FOLIA

Fundadora do É o Amô celebra multidão e defende orgulho do interior no Carnaval de BH

Primeiro bloco de sertanejo da capital, cortejo arrasta público na Andradas com repertório de modões e sucessos da sofrência

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 15/02/2026 às 19:40.
Bloco É ô Amô defende orgulho do interior no Carnaval de BH (Ana Luísa Ribeiro / Hoje em Dia)
Bloco É ô Amô defende orgulho do interior no Carnaval de BH (Ana Luísa Ribeiro / Hoje em Dia)

Criado em 2017 com a proposta de levar o sertanejo raiz para as ruas de Belo Horizonte, o bloco É o Amô voltou a arrastar foliões na Avenida dos Andradas neste domingo (15). Conhecido como o primeiro bloco de sertanejo do Carnaval da capital, o cortejo mantém a marca de reunir multidões ao som de modões que atravessam gerações.

Fundadora e diretora de comunicação do bloco, Gabriela Antunes acompanha de perto cada momento do desfile. “Cada hora é uma urgência, mas a cada ano que passa a gente fica numa emoção diferente. Desde a estreia do bloco, a gente arrasta multidões. É lindo porque são músicas que a gente sabe cantar desde criança, então é sempre muito emocionante”, afirmou.

Orgulho do interior

Gabriela lembra que o bloco “já nasceu grande”. Segundo ela, no primeiro cortejo o grupo já reuniu um público expressivo. “A gente brinca que o bloco já nasceu grande. No cortejo de estreia, a gente já arrastou uma multidão muito grande porque foi o primeiro bloco de sertanejo do Carnaval de BH”, destacou.

Para a fundadora, o É o Amô também carrega um posicionamento simbólico. “Outras cidades às vezes falam de BH como roça de um modo pejorativo. E a gente quer mostrar que não tem nada de pejorativo nisso. BH é uma capital linda e maravilhosa, mas tem esse interior aflorado. A gente brinca que em BH existem três pessoas: eu, você e alguém que a gente conhece”, disse.

O objetivo, segundo Gabriela, é resgatar memórias afetivas. “As pessoas que são de BH têm parentes no interior. A gente gosta de trazer isso: a música que lembra o avô, que lembra os pais, a tia, aquela que não pode faltar”, contou.

Entre as favoritas dela no repertório deste ano está um clássico da sofrência: “Tem uma que mexe muito comigo, que está no repertório desse ano, que é ‘Boate Azul’. Eu amo”.

Sertanejo raiz na avenida

Conhecido como o primeiro bloco de sertanejo do Carnaval de Belo Horizonte, o É o Amô surgiu em 2017 com a proposta de levar modões, clássicos da sofrência e o clima das festas do interior para as ruas da capital. Desde então, consolidou um público fiel que canta em coro sucessos do gênero em plena Avenida dos Andradas.

Leia mais

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por