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Golpe na solidariedade: estelionatários usam tragédia em JF para roubar dinheiro em vaquinha virtual

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 02/03/2026 às 15:18.Atualizado em 10/03/2026 às 12:30.
Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas com deslizamentos, desmoronamentos e desalojados (Tânia Rego/Agência Brasil)
Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas com deslizamentos, desmoronamentos e desalojados (Tânia Rego/Agência Brasil)

Bandidos têm usado a tragédia em Juiz de Fora, na Zona da Mata, para roubar dinheiro de pessoas interessadas em ajudar as vítimas. Um alerta foi feito nesta segunda-feira (2) pela prefeitura da cidade após um link, hospedado na plataforma Vakinha, circular pelas redes sociais e aplicativos de mensagem. 

A vaquinha virtual não foi criada pela administração municipal e sequer integra ação oficial de arrecadação para atendimento aos atingidos pela catástrofe.

"Neste momento difícil, de dor e de reconstrução, repudiamos a disseminação de fake news e tentativas de se aproveitar da solidariedade das pessoas. Pedimos que a população não faça qualquer doação por links não confirmados e ajude a interromper a circulação dessas mensagens", informou a prefeitura.

Interessados em ajudar com doações em dinheiro devem utilizar, apenas, o canal oficial de da prefeitura, por meio de PIX. As contribuições podem ser realizadas exclusivamente pela chave:

  • contribua@pjf.mg.gov.br
  • Banco do Brasil — Agência 2592-5 — Conta Corrente 77149-X

Segundo a prefeitura, o dinheiro está em conta aberta, com saldo divulgado diariamente. A administração municipal informou já ter iniciado o processo de contratação emergencial de itens de higiene pessoal e roupas íntimas com esses recursos. 

"Essa compra será conduzida com transparência, tanto na prestação de contas quanto na distribuição no território, atendendo abrigos públicos e também pessoas acolhidas por familiares e amigos", acrescenta a prefeitura de Juiz de Fora.

A plataforma Vakinha informou que a campanha de arrecadação foi suspensa tão logo foi identificada a fraude. A empresa afirma que para reduzir o risco de campanhas falsas, adota mecanismos de verificação que incluem exigência de CPF ou CNPJ e conta bancária vinculada, análises automatizadas e manuais de conteúdos suspeitos, canal de denúncias e possibilidade de solicitação de documentos comprobatórios. 

Em caso de irregularidade, o link pode ser suspenso e o saque dos valores bloqueado até a conclusão da apuração. A empresa afirma manter monitoramento constante para coibir tentativas de golpe. 

O Hoje em Dia entrou em contato com a Polícia Civil, mas não houve retornos até a publicação desta reportagem.

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