Alerta do Procon

Golpistas fingem ser funcionários de oficinas mecânicas para roubar dinheiro de motoristas em Minas

Criminosos entram nos centros automotivos, anotam modelos dos veículos e fazem contato com as vítimas

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 07/04/2026 às 15:06.Atualizado em 07/04/2026 às 15:32.
Com dados obtidos a partir das placas dos veículos em manutenção, os criminosos se passam por funcionários das oficinas para solicitar dinheiro dos clientes (ASphotofamily/Freepik)
Com dados obtidos a partir das placas dos veículos em manutenção, os criminosos se passam por funcionários das oficinas para solicitar dinheiro dos clientes (ASphotofamily/Freepik)

Motoristas mineiros e donos de oficinas mecânicas devem ficar atentos a um novo golpe na praça. Criminosos têm se passado por funcionários de centros automotivos para solicitar cobranças indevidas, sob o pretexto de comprar peças de reposição para o veículo. Um alerta foi emitido nesta terça-feira (7) pelo Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Para articular a fraude, o bandido entra na oficina e, discretamente, anota os modelos dos carros - alguns tiram até fotos mostrando as placas. Algum tempo depois, entram em contato com o próprio estabelecimento se passando pelo dono do automóvel e solicitam uma cópia da ordem de serviço via Whatsapp, sob a alegação de que teria perdido a original. O documento contém o nome e o telefone do real proprietário.

Em seguida, o golpista usa a foto de perfil da oficina no próprio número de Whatsapp e entra em contato com o dono do veículo dizendo que será necessário comprar uma peça. Para isso, será necessária uma transferência via Pix. Caso contrário, o carro não será entregue a tempo.

A estratégia integra o chamado golpe do Pix, com cobranças indevidas em outros formatos, como os falsos gerente de banco, consultor de segurança, parente distante, dentre outros. A novidade nesse caso é que o dono da oficina também é vítima.

Coordenador do Procon da ALMG foi alvo da tentativa de golpe

O coordenador do Procon da ALMG, Marcelo Barbosa, afirma não acreditar que funcionários de oficinas estejam envolvidos com os golpistas, pois obter as informações sobre os veículos é uma tarefa "muito fácil".

Barbosa foi alvo da tentativa de golpe, mas não caiu por estranhar diversos aspectos, que, segundo ele, podem servir de alerta para outros consumidores: a cobrança antes da entrega do veículo - algo que a empresa nunca fez -, e o número que aparecia no Whatsapp não ser o da oficina mecânica, apesar de a foto de perfil ser a mesma. O estilo das mensagens recebidas também parecia diferente do habitual.

Procurada, a Polícia Civil (PC) orienta que vítimas que caíram em golpes de estelionato façam a representação no momento do registro da ocorrência, etapa necessária para o andamento das investigações.

A PC afirma também que, além de desenvolver a investigação criminal, realiza, rotineiramente, ações de enfrentamento a organizações criminosas, por meio de operações policiais que resultam, comumente, na apreensão de materiais, análises periciais e prisões.

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