
O operador de abastecimento Guilherme Henrique de Azevedo, de 29 anos, está entre os voluntários que encontraram a menina autista não verbal Alice Maciel Lacerda Lisboa, de 4 anos, nesse sábado (31). O trilheiro informou que a criança estava a 2 km do sítio da avó, na zona rural de Jeceaba, região Central de Minas.
Morador da cidade vizinha de São Brás do Suaçuí, ele participava das buscas desde sexta-feira (30). No sábado, saiu de casa por volta de 12h30, por estar "bem cansado" do dia anterior, indo de moto em direção ao sítio da avó de Alice. Lá, se encontrou com dois amigos, que também atuaram nas buscas de moto.
O trio decidiu procurar em um local diferente do que estava sendo vasculhado pela força-tarefa. “Poucos tinham procurado naquela estrada”. No meio do caminho, cada um foi para um lado.
Grito no meio da mata
"Depois encontrei um amigo, que parou a moto dele, pois estava superaquecida. Então, fomos conversar com um senhor, dono de uma propriedade. Enquanto isso, o outro amigo assobiou, tentando encontrar a gente. Quando ele assobiou, nós escutamos um grito vindo do mato. Parecia ser de uma criança”, conta o operador.
Eles então foram em direção ao grito, subindo por um pasto íngreme, próximo a uma plantação de eucalíptos. “Nós fomos chegando perto, para ter certeza se era ela ou se tinha algum bicho por ali”, relata o voluntário.
Conforme Guilherme, a garotinha estava deitada do outro lado de uma cerca que separava o pasto de uma mata fechada: “Nós ficamos longe primeiro, e ela se levantou. Eu comecei a gritar ‘obrigado meu Deus’ e um amigo pediu calma, para não assustar a Alice. Ele então estendeu os braços e ela foi bem calma para o colo dele. Ela chegou a deitar e fechar os olhinhos”, disse o trilheiro.
O operador ligou para o 190 para avisar que a menina foi encontrada.
Alice Maciel havia desaparecido em uma área de mata no povoado de Bituri. Os voluntários que encontraram a menina integravam a força-tarefa formada por bombeiros, policiais civis e militares, agentes da Defesa Civil e moradores da região.
Logo após o resgate, ela foi encaminhada para atendimento hospitalar. Segundo os Bombeiros, a criança foi encontrada bem, com sinais vitais preservados e algumas marcas de capim pelo corpo.
*Estagiário, sob a supervisão de Renato Fonseca
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