
O homem de 43 anos preso pela morte da estudante Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23, confessou o assassinato, mas negou ter cometido abuso sexual. A prisão ocorreu na quinta (12), dois dias após o corpo da jovem ser encontrado, às margens da BR-262, em Juatuba, na Grande BH. Segundo a Polícia Civil (PC), exames periciais vão esclarecer se houve violência sexual.
De acordo com a PC, o corpo foi localizado na última terça-feira (10), por volta das 13h, e o inquérito policial foi instaurado no mesmo dia.
A prisão ocorreu após expedição de mandado judicial pela comarca de Juatuba. O suspeito foi detido pela Polícia Militar dentro de um trem de carga e, após os procedimentos, encaminhado ao sistema prisional.
Versão apresentada à polícia
Durante o depoimento, o homem alegou que convidou a jovem para usar drogas e, depois, teria cometido o homicídio "para se defender".
A Polícia Civil informou que a versão apresentada será confrontada com os laudos periciais. No local do crime, foram identificados sinasi de enforcamento e marcas no corpo da vítima.
Segundo os delegados, o suspeito declarou que utilizava o local - descrito como uma área de acesso a ponto de ônibus na BR-262, com vegetação nas laterais - para fazer uso de drogas.
Histórico criminal
O homem já possui condenações anteriores por estupro, com registros de crimes entre 2001 e 2008. Ele afirmou ter cumprido penas relacionadas a esses casos e declarou que já passou cerca de 23 anos da vida preso.
Família ajudou na identificação
A Polícia Civil destacou que familiares do suspeito colaboraram com as investigações. Após o desaparecimento da jovem e a descoberta do corpo, parentes desconfiaram do envolvimento dele, já que teria chegado em casa com ferimentos e comportamento considerado suspeito.
Conforme informado na coletiva, familiares o pressionaram por telefone e ele teria confessado o crime. A partir dessas informações, a polícia solicitou o mandado de prisão e iniciou as buscas.
O suspeito deixou Juatuba alegando à família que havia se envolvido em uma briga e que precisava fugir. Ele passou por Belo Horizonte e outras cidades da Região Metropolitana antes de ser localizado em Carmo do Cajuru. A investigação segue em andamento para completa elucidação dos fatos.
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