Tentativa de Feminicídio

Homem que arrastou ex-companheira presa ao cinto de segurança é condenado a 12 anos de prisão em BH

Crime aconteceu no bairro Taquaril, em agosto do ano passado; vítima tentou escapar do carro em movimento após ser ameaçada com uma faca

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 09/06/2026 às 12:22.Atualizado em 09/06/2026 às 12:50.
 (Cecília Pederzoli / TJMG)
(Cecília Pederzoli / TJMG)

O homem acusado de sequestrar e arrastar a ex-companheira presa ao cinto de segurança de um carro em movimento foi condenado a 12 anos e 6 meses de prisão em Belo Horizonte. O julgamento ocorreu na segunda (8), mas as informações foram divulgadas nesta terça-feira (9). 

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o réu foi condenado por tentativa de feminicídio e sequestro com cárcere privado. De acordo com a decisão, o crime foi cometido em contexto de violência doméstica e motivado pela condição da vítima ser mulher. A pena deverá ser cumprida em regime fechado.

O caso ocorreu em 8 de agosto de 2025, no bairro Taquaril, na região Leste de Belo Horizonte. Conforme o processo, o homem abordou a ex-companheira com uma faca e a obrigou a entrar no carro. Durante o trajeto, ele continuou fazendo ameaças.

Ao passarem em frente a uma unidade da Polícia Militar, a mulher tentou escapar do veículo em movimento. Ela conseguiu abrir a porta, mas ficou presa ao cinto de segurança, com parte do corpo para fora do automóvel. Mesmo assim, o motorista continuou dirigindo, arrastando a vítima pelo asfalto e causando ferimentos e escoriações.

Quando conseguiu se soltar, a mulher pediu ajuda e foi socorrida por policiais militares que estavam no local. Um policial penal que passava pela região perseguiu o suspeito, que abandonou o carro e tentou fugir por uma área de mata. Ele acabou preso.

A vítima, que é professora, também enfrentou consequências no trabalho após o crime. Segundo o processo, colegas fizeram uma denúncia à prefeitura alegando preocupação com a segurança da escola, já que o acusado conhecia o local onde ela trabalhava. A profissional ficou afastada das funções por 15 dias.

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