FEMINICÍDIO

Homem que matou companheira com 24 facadas em Juiz de Fora é condenado a 43 anos de prisão

Vítima foi morta após término do relacionamento e teve corpo escondido

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 23/04/2026 às 18:43.Atualizado em 23/04/2026 às 19:56.
Homem foi condenado a mais de 43 anos por feminicídio em Juiz de Fora (Renata Caldeira / TJMG)
Homem foi condenado a mais de 43 anos por feminicídio em Juiz de Fora (Renata Caldeira / TJMG)

Um homem foi condenado a 43 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por matar a companheira com 24 facadas em Juiz de Fora. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (23) pelo Tribunal do Júri da comarca, que reconheceu o crime como feminicídio cometido em contexto de violência doméstica. O réu deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado.

O crime ocorreu em 11 de janeiro de 2025. Segundo a denúncia do Ministério Público (MPMG), o assassinato foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento e por suspeita de traição.

Crime com extrema violência

De acordo com o processo, a vítima foi morta por asfixia e também atingida com pelo menos 24 golpes de faca. A violência foi tamanha que a arma utilizada chegou a quebrar durante o ataque. Após o crime, o corpo foi escondido dentro do box de uma cama, em uma tentativa de dificultar a localização.

O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime e rejeitou as teses apresentadas pela defesa, incluindo o argumento de que o réu teria agido sob violenta emoção. Para os jurados, prevaleceu o entendimento de que o crime foi cometido de forma fria e calculista, com tentativa de alteração da cena.

Pena agravada

Na definição da pena, a juíza Joyce Souza de Paula considerou fatores como a culpabilidade acentuada, os motivos e as circunstâncias do crime. Também foram aplicadas agravantes pelo fato de o homicídio ter sido cometido por asfixia e de a vítima ser mãe e responsável por uma criança.

Ao negar o pedido para que o réu recorresse em liberdade, a magistrada destacou a brutalidade da ação. Segundo ela, a quantidade de golpes evidencia o sofrimento imposto à vítima.

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