Crime

Homem que matou mulher e escondeu corpo em cisterna é condenado a 20 anos de prisão em BH

Réu confessou participação no homicídio durante julgamento na noite de terça-feira (30)

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 01/07/2026 às 08:38.Atualizado em 01/07/2026 às 08:42.
Crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro Candelária, na região de Venda Nova, na capital mineira (Divulgação/ MPMG)
Crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro Candelária, na região de Venda Nova, na capital mineira (Divulgação/ MPMG)

Um homem de 36 anos foi condenado a 20 anos de prisão por matar uma mulher e esconder o corpo dela em uma cisterna, no bairro Candelária, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. O julgamento ocorreu na terça-feira (30), quando o réu confessou a participação no crime. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu em agosto de 2024 e teria sido motivado por uma disputa envolvendo dinheiro.

De acordo com a investigação, a vítima de 42 anos descobriu que a mãe do condenado, também denunciada no processo, teria desviado uma quantia elevada proveniente de um empréstimo feito em nome do pai da mulher. Após tomar conhecimento da situação, ela procurou os envolvidos para exigir a devolução do dinheiro.

Ainda conforme a denúncia, durante a discussão, uma das filhas da acusada afirmou que o valor seria devolvido. Para o MPMG, a promessa serviu apenas para convencer a vítima a retornar à residência da família.

Quando voltou ao imóvel, a mulher foi atraída para uma emboscada. Segundo a acusação, ela foi atacada com vários golpes de faca pelo réu. O laudo de necropsia apontou que os ferimentos causaram a morte.

Após o homicídio, o corpo foi lançado em uma cisterna da casa. Em seguida, os envolvidos usaram argamassa para concretar o local e ocultar o cadáver.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, circunstâncias que aumentaram a pena aplicada.

Além do homem condenado, a mãe e duas irmãs dele também respondem pelo caso. Elas foram denunciadas pelo Ministério Público, mas ainda não foram julgadas porque recursos apresentados pelas defesas seguem em análise no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

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