‘Ilariê’ na avenida: Lua de Crixtal transforma quarta em festa nostálgica na capital mineira
Inspirado em Xuxa, cortejo reuniu foliões nostálgicos na manhã desta quarta-feira no bairro Floresta

Ao som dos clássicos que marcaram a infância de milhares de brasileiros, o bloco Lua de Crixtal tomou conta da avenida Francisco Sales, no bairro Floresta, na manhã desta quarta-feira (18). Criado em homenagem à apresentadora Xuxa, o cortejo reuniu adultos e crianças fantasiados, embalados por um clima de nostalgia e celebração da cultura pop dos anos 80 e 90.
Entre as foliãs estava a gerente de RH Helen Ribeiro, de 43 anos, moradora de Belo Horizonte, que participou do bloco pela segunda vez. Ela contou que a escolha foi afetiva. “Faz parte total da nossa infância. É a segunda vez que venho. A primeira foi lá no Santa Tereza e essa segunda vez eu vim para poder aproveitar e trazer as amigas também pra gente voltar lá na época da nossa infância, porque foi uma época icônica”, afirmou.
Apaixonada pelo Carnaval, Helen disse que tem aproveitado a folia, mas de forma seletiva. “Eu escolhi os blocos a dedo e fui, mas não tenho mais pique para ir em dois, três no dia. Mas fui sim, todos os dias de Carnaval”, contou.
Ela também avaliou o crescimento da festa na capital. “Está diferente do que era antigamente, mas acho que é válido também. Toda forma de se divertir é válida. O Carnaval de Belo Horizonte cresceu bastante, hoje é o segundo maior do Brasil. A tendência agora é só melhorar”, disse. Para ela, no entanto, é importante fortalecer os grupos locais. “Quem trouxe o Carnaval de volta para BH foram os blocos pequenos. Acho que deveria ter mais incentivo para esses blocos.”
A pedagoga Malú Pizeli, de 39 anos, também destacou o caráter nostálgico do cortejo e a possibilidade de compartilhar a experiência com as filhas. “Ter esse espaço, trazer as minhas filhas, vivenciar isso é muito gostoso”, afirmou.
Para ela, a ocupação das ruas é um dos principais símbolos do Carnaval belo-horizontino. “Sentir a segurança de estar na rua, um lugar cheio, é muito importante. É o pertencimento”.
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