
A concessão de rodovias que conectam a Grande BH ao município de Rio Casca, na Zona da Mata, foi iniciada nesta sexta-feira (20). São 190 quilômetros, passando pela BR-356, MG-262 e MG-329, em 11 municípios. O trecho é um dos principais eixos turísticos do Estado, dando acesso a Ouro Preto.
Além da cidade histórica, o trecho sob responsabilidade da concessionária Rota da Liberdade abrange Nova Lima, Rio Acima, Itabirito, Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca. O contrato tem duração de 30 anos e prevê investimentos de R$ 5 bilhões em obras de duplicação, manutenção e atendimento aos usuários.
Qual será o valor do pedágio?
Segundo o Governo de Minas, o primeiro ano de contrato prevê intervenções corretivas para garantir condições adequadas de trafegabilidade e segurança. As ações incluem recuperação do pavimento, substituição e adequação da sinalização e dos dispositivos de segurança, além de limpeza da faixa de domínio, roçada e manutenção dos sistemas de drenagem e estruturas existentes.
A cobrança de pedágio será iniciada após a realização dessas melhorias previstas. Os valores atualizados não foram informados, mas, em março de 2025, conforme informações repassadas pelo Governo Estadual, foi possível mostrar que o motorista que sair de Belo Horizonte rumo a Ouro Preto teria que pagar R$ 11,16. Veja outros valores para viagens a partir da capital que já estavam previstos:
- BH - Itabirito - R$ 5,58
- BH - Ouro Preto/Mariana - R$ 11,16
- BH - Acaiaca - R$ 11,16
- BH - Ponte Nova - R$ 16,74
- BH - Rio Casca - R$ 22,32
Ao longo do contrato, o projeto prevê um conjunto de obras, incluindo a duplicação da BR-356, a implantação de terceiras faixas, acostamentos em toda a extensão e a construção do Contorno Viário de Cachoeira do Campo.
Estão previstas estruturas como um Ponto de Parada e Descanso (PPD) nas proximidades de Amarantina, uma área de escape na Serra da Santa, em Itabirito, atendimento 24 horas com suporte médico e mecânico, além da implantação de um Centro de Controle Operacional e bases de atendimento ao longo do trecho.
A concessão é regulada e fiscalizada pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig), responsável por acompanhar o cumprimento das metas contratuais e assegurar que o cronograma de obras seja cumprido.
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