Justiça descarta surto, e diarista suspeita de matar casal de idosos a facadas seguirá presa
Juíza ressaltou que os autos apontaram para a ausência de remédios psiquiátricos ou entorpecentes

A diarista suspeita de matar o casal de idosos em um prédio de luxo no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte, seguirá presa. A mulher teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Minas nesta sexta-feira (3). O caso ocorreu na última segunda-feira (29). As vítimas foram mortas com mais de 40 facadas.
Na decisão, após audiência de custódia, a juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia da capital (CEAC-BH), disse que a defesa não apresentou documentos que comprovem que a suspeita seja portadora de patologia psiquiátrica ou incapaz de compreender o caráter ilícito do caso.
A magistrada ainda ressaltou que os laudos periciais apontaram para a ausência de “quaisquer substâncias que apontem o uso de remédios psiquiátricos ou entorpecentes, tais como antidepressivos, anfetamina, barbitúricos, benzodiazepínicos, cocaína, fenciclidina, delta-9-THC (princípio ativo da maconha), MDMA (ecstasy), metadona, metanfetamina, propoxifeno, morfina e/ou respectivos metabólitos”.
Suspeita disse que ouvia vozes
Conforme o delegado Gustavo Barletta, responsável pelo caso, a suspeita tentou justificar as mortes dizendo que teria tido um “surto”.
“Eu a questionei diversas vezes por que matou, e por que não ficou só no patrimônio. Ela respondeu que 'foi umas vozes, e surtou’. O patrimônio ela tem consciência que realmente queria fazer”, disse Barletta.
Sem segredo de justiça
A juíza Juliana Beretta ainda negou o pedido de tramitação do processo em segredo de justiça. Conforme a juíza, o processo deve seguir em “regime de publicidade ampla”, resguardando apenas dados bancários, fiscais ou telefônicos.
*Estagiário, sob a supervisão de Renato Fonseca
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