Justiça mantém preso filho que matou e decapitou a própria mãe em BH; suspeito relatou ouvir vozes
Homem de 27 anos teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia nesta quarta-feira (24)

O filho suspeito de matar e decapitar a própria mãe dentro de um apartamento no bairro Nova Cachoeirinha, na região Noroeste de Belo Horizonte, seguirá preso. Em audiência de custódia nesta quarta-feira (24), a Justiça converteu a prisão em flagrante do investigado, de 27 anos, em prisão preventiva, citando a extrema violência do crime e a necessidade de garantia da ordem pública.
A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Secretaria de Audiências de Custódia da Comarca de Belo Horizonte. O magistrado considerou a gravidade dos fatos, destacando que a vítima foi estrangulada, golpeada diversas vezes com uma faca de cozinha e, posteriormente, decapitada.
Segundo o processo, o homem confessou o crime após a entrada da PM no imóvel. Os militares foram acionados por familiares preocupados com o desaparecimento da mulher, de 54 anos, que não era vista desde o fim de semana.
Ao entrarem no apartamento, encontraram o suspeito no local. Questionado sobre o paradeiro da mãe, ele informou que a havia matado e indicou onde o corpo estava. A perícia constatou múltiplas lesões provocadas por instrumento perfurocortante na face, tórax, abdômen e membros da vítima, além da decapitação.
Relato de esquizofrenia e supostas vozes
Durante o interrogatório na fase policial, o investigado afirmou possuir diagnóstico de esquizofrenia feito em Portugal e relatou já ter apresentado surtos psicóticos no passado. Ele disse que não fazia acompanhamento psiquiátrico nem uso regular de medicamentos, apesar de já ter recebido orientação médica para tratamento.
Ainda segundo a decisão judicial, o suspeito contou que entrou no quarto da mãe durante a madrugada de domingo decidido a matá-la. Ele afirmou ter ouvido uma voz ordenando que cometesse o crime.
De acordo com o relato, a mulher dormia quando foi estrangulada. Em seguida, ele buscou uma faca na cozinha, desferiu golpes contra a vítima e depois a decapitou. O homem também declarou estar arrependido.
Prisão preventiva e acompanhamento psiquiátrico
Na decisão, o juiz ressaltou que a informação sobre um possível quadro de esquizofrenia ainda precisa ser submetida à perícia oficial para verificar eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade penal. Apesar disso, o magistrado determinou que o preso receba atendimento médico e psiquiátrico na unidade prisional e solicitou acompanhamento do Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário (PAI-PJ).
O investigado permanece no Centro de Apoio Médico e Pericial (CAMP), em Ribeirão das Neves, até nova deliberação judicial. O caso segue sob investigação da Polícia Civil. O suspeito poderá responder por feminicídio.
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