'Situação vexatória'

Justiça mineira condena homem que divulgou investigação de paternidade antes de resultado de DNA

Réu deverá pagar R$ 10 mil em indenização após antecipar processo a comunidade em Inhapim

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 29/03/2026 às 11:43.Atualizado em 29/03/2026 às 12:00.
Conforme o homem, a divulgação da informação antes dos resultados de DNA afetou a própria imagem como “cônjuge e figura de referência doméstica” (Freepik / Divulgação)
Conforme o homem, a divulgação da informação antes dos resultados de DNA afetou a própria imagem como “cônjuge e figura de referência doméstica” (Freepik / Divulgação)

Um homem foi condenado pela Justiça de Minas Gerais após divulgar publicamente uma investigação sobre a própria paternidade antes mesmo da conclusão dos exames de DNA. O caso ocorreu na cidade de Inhapim, no Vale do Rio Doce. A sentença fixou o pagamento de R$ 10 mil em indenização por danos morais, além de uma multa de 2% sobre o valor da causa por má-fé.

Segundo o autor do processo, o réu expôs a situação para toda a comunidade, o que gerou "dissabores" sociais e familiares, afetando sua imagem como cônjuge e figura de referência doméstica. Em sua defesa, o réu argumentou pela anulação ou modificação da decisão, sustentando a ausência de provas do ato ilícito e alegando que o raciocínio dos magistrados foi baseado em presunções subjetivas. Ele afirmou ainda que jamais promoveu qualquer divulgação vexatória.

O juízo, entretanto, entendeu que o réu agiu de forma precipitada e equivocada ao divulgar excessivamente os exames. O magistrado ressaltou que o direito de investigação de paternidade não é absoluto e deve ser conduzido com reserva e respeito à dignidade dos envolvidos. A indenização estabelecida busca cumprir uma função pedagógica e compensatória diante da exposição indevida.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por