Renê Júnior

Justiça nega habeas corpus de empresário réu pela morte do gari Laudemir em BH

Pedido da defesa questionava a validade da atuação da Polícia Militar após o crime ocorrido no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital mineira

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 09/02/2026 às 12:10.Atualizado em 09/02/2026 às 12:11.
 (Reprodução/ TV Record)
(Reprodução/ TV Record)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Renê da Silva Nogueira Júnior, empresário réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes em agosto de 2025, após uma discussão de trânsito em Belo Horizonte. A decisão foi proferida na última quinta-feira (5). 

O pedido de habeas corpus questionava a validade da atuação da Polícia Militar após o crime ocorrido no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital mineira. A defesa relatou que os policiais extrapolaram suas atribuições ao realizar diligências preliminares, colher depoimentos e produzir relatórios que embasaram a denúncia do Ministério Público, o que, segundo os advogados, configura “usurpação da função investigativa da Polícia Civil”.

A Justiça analisou o pedido, mas entendeu que não houve ilegalidade na atuação da PM e que os registros e relatórios elaborados se limitaram ao atendimento inicial da ocorrência, com adoção de medidas urgentes e preliminares. 

Relembre o caso 

Laudemir foi assassinado em serviço pelo empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que confessou ter efetuado o tiro. A arma era da esposa, a delegada Ana Paula Lamêgo Balbino. O caso ocorreu no bairro Vista Alegre, na região Oeste de Belo Horizonte. 

Renê foi indiciado por três crimes: homicídio duplamente qualificado, ameaça contra a motorista do caminhão de coleta de lixo e porte ilegal de arma de fogo. A pena pode chegar a 35 anos de prisão. 

Após o crime, o empresário “seguiu a rotina” e continuou o dia como se nada tivesse acontecido. Renê foi visto no trabalho e também passeando com dois cachorros. Depois, ainda foi para a academia, onde foi preso. 

Ao ser levado para a delegacia, Renê mandou mensagens para a esposa pedindo para que ela entregasse uma arma diferente da que foi utilizada no crime. "Entrega a nove milímetros. Não pega a outra. A nove milímetros não tem nada", escreveu, referindo-se à outra arma da delegada. Segundo o inquérito, Ana Paula não respondeu nem atendeu ao pedido do marido.

Antes de ser preso, o empresário ainda mandou outra mensagem para a esposa: "Estava no lugar errado na hora errada. Amor, eu não fiz nada". 

A polícia confirmou que a arma utilizada era da esposa do empresário. Ela foi indiciada pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, ao ceder o armamento ao marido. 

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