Justiça torna réu homem que matou e decapitou a própria mãe em BH
Magistrado manteve prisão preventiva e aceitou pedido do Ministério Público para reavaliação do laudo de sanidade mental do acusado
O homem de 27 anos que confessou ter decapitado a própria mãe, de 54, tornou-se réu por feminicídio. A denúncia contra ele foi aceita pelo juiz do Tribunal do Júri - 1º Sumariante da comarca de Belo Horizonte. A vítima foi encontrada morta na casa onde morava, no bairro Ermelinda, na região Noroeste da capital mineira, no dia 22 de junho. O filho foi preso em flagrante no mesmo dia do crime.
O magistrado também manteve a prisão preventiva do acusado e atendeu ao pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para a complementação do laudo de sanidade mental do réu. O órgão solicitou a reavaliação do documento que concluiu que o acusado apresenta quadro psicótico, classificado como doença mental, o que o teria impedido de compreender plenamente o ocorrido no momento do crime.
Crime brutal
O réu foi denunciado por feminicídio praticado com meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O MPMG também apontou como agravantes o motivo torpe e o fato de o crime ter sido cometido contra a própria mãe. Na decisão, o juiz destacou que a gravidade concreta da conduta é evidenciada pela brutalidade do ato, ressaltando que o laudo de sanidade indicou periculosidade decorrente de impulsividade, recomendando a internação do acusado.
Sanidade mental
O laudo pericial anexado ao processo aponta que o acusado não apresenta dependência alcoólica ou química, mas indica a presença de um quadro psicótico ao exame mental. Segundo a psiquiatria forense, a condição é considerada doença mental e comprometeu inteiramente as capacidades de entendimento e de determinação do réu em relação aos fatos.
No documento consta o relato do homem sobre a dinâmica do crime e o que sentia em relação à vítima. Em um dos trechos, ele afirma que desejava testar se a mãe era um ser humano ou uma máquina, mencionando a desconfiança de que ela pudesse ser um robô mal programado.
A perícia recomendou que o tratamento do homem seja realizado em regime de internação para estabilização do quadro grave, sob supervisão contínua e condução de um psiquiatra assistente.