Colapsou

Lar de idosos que desabou no Jardim Vitória tinha três andares e um subsolo; veja antes e depois

Estrutura de quatro pavimentos ruiu na madrugada desta quinta-feira em BH

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 05/03/2026 às 08:34.Atualizado em 05/03/2026 às 20:38.
 (Google Street View/Reprodução TV Globo)
(Google Street View/Reprodução TV Globo)

A edificação do lar de idosos que desabou no bairro Jardim Vitória, na região nordeste de Belo Horizonte, tinha três andares e um subsolo. O imóvel, onde funcionava a Casa de Repouso Pró-Vida, desmoronou por volta de 1h30 desta quinta-feira (5), na rua Soldado Mário Neto, deixando oito pessoas mortas e outras quatro soterradas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a estrutura era composta por três pavimentos acima do nível da rua, além de um subsolo e um terraço. No momento do acidente, 29 pessoas estavam no local. Nove delas conseguiram sair porque ocupavam uma parte do imóvel que não colapsou. Das 20 restantes que ficaram presas, seis foram resgatadas com vida até o início da manhã, incluindo uma criança de dois anos.


 

Dinâmica do desabamento e resgate

O tenente-coronel Viana, do Corpo de Bombeiros, detalhou a configuração do prédio de quatro níveis que ruiu. "A informação inicial é de que era uma edificação de três pavimentos mais um subsolo, onde funcionavam o lar para idosos, uma residência e um terraço", explicou o oficial.

As equipes de socorro concentram os trabalhos na busca por sobreviventes entre os escombros dos pavimentos sobrepostos. Por volta das 6h, os militares mantinham contato com uma vítima que estava consciente e orientada sob os restos da estrutura. Apitos são utilizados periodicamente para silenciar o local e permitir a escuta de sinais de vida vindos das camadas inferiores do desabamento.

Hipótese de falha estrutural nos pavimentos

A Defesa Civil de Belo Horizonte informou que a queda da estrutura de três andares e subsolo ocorreu sem a influência de chuvas. O subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Elcione Menezes Alves, destacou que a ausência de histórico de riscos na região reforça a suspeita de um problema na própria construção.

"O que chama atenção é que não estava chovendo no momento do acidente. Aqui não é uma região de risco. Historicamente não tem registro de atendimento aqui no local", afirmou o subsecretário.

Técnicos do órgão municipal avaliaram que as residências vizinhas ao prédio colapsado não correm risco. A perícia técnica da Polícia Civil foi acionada para investigar se houve falha na fundação do subsolo ou nos elementos de sustentação que suportavam os três andares superiores da unidade de repouso.

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