Intolerância

'Legado de amor ou de ódio': Yé Borges lamenta vandalismo no marco do Clube da Esquina

Irmão de Lô Borges lamenta ataque ao monumento em BH, alerta para a onda de intolerância no país

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 23/10/2026 às 13:43.Atualizado em 23/10/2026 às 14:08.
 (Valéria Marques/Hoje em Dia)
(Valéria Marques/Hoje em Dia)

O monumento do Clube da Esquina, um dos símbolos da música mineira, foi vandalizado com tinta vermelha no bairro Santa Tereza, na região Leste de Belo Horizonte. O ataque foi constatado na manhã desta sexta-feira (23), quando placas do memorial, localizado no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, foram encontradas cobertas pelo produto, que deixou marcas semelhantes a sangue. A autoria e as circunstâncias do ato ainda são desconhecidas.

O episódio provocou indignação entre familiares de artistas, moradores e pessoas ligadas à preservação do patrimônio cultural. A possibilidade de motivação política foi levantada por pessoas que estiveram no local, mas ainda não há confirmação sobre a intenção dos responsáveis.

Irmão do cantor Lô Borges, Yé Borges lamentou o ataque e relacionou o episódio ao que considera um crescimento da intolerância e da violência no país.

"É triste, mas eu não estou impressionado com isso. Isso era esperado. O que a gente tem visto no país hoje é o acirramento da violência e do ódio", afirmou Yé Borges.

Apesar da indignação, ele defendeu que a reação ao vandalismo não seja marcada pelo mesmo sentimento.

"Nós temos que tomar muito cuidado para não deixar que o ódio, que às vezes é um sentimento que você, quando é atacado, a nossa tendência é revidar", disse Yé Borges.

Ele também fez um apelo à reflexão sobre o legado deixado às próximas gerações. "Nós não somos eternos. Então, nós temos que prestar muita atenção no legado que vamos deixar para quem fica, nossos filhos, nossos netos, se vai ser um legado de amor ou de ódio", declarou Yé Borges.

Reações da comunidade e autoridades

A arquiteta Bruna de Sá, responsável pelo projeto de revitalização do espaço ao lado de Chico Casarões, lamentou a depredação. A intervenção, concluída em 2024, incluiu a recuperação da fachada e a criação de uma calçada da fama. Para a arquiteta, o vandalismo representa uma falta de respeito à história preservada naquele endereço e uma nova intervenção será necessária para retirar as marcas.

 “Quisemos valorizar todo esse movimento cultural que é o Clube da Esquina. É um movimento inteiramente cultural”, explicou.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por