Carga Apreendida

Líder de organização criminosa é preso com mais de 1,3 tonelada de maconha em Minas

Droga foi apreendida na MG-050, em Itaúna, e seria distribuída em Belo Horizonte e Região Metropolitana; caminhão usava placa adulterada

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 12/12/2025 às 10:42.Atualizado em 12/12/2025 às 11:34.
Suspeitos plotaram caminhão com marca de uma grande distribuidora atacadista de Minas (Valéria Marques/ Hoje em Dia)
Suspeitos plotaram caminhão com marca de uma grande distribuidora atacadista de Minas (Valéria Marques/ Hoje em Dia)

Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na quinta-feira (11), dois homens suspeitos de transportar uma carga de mais de 1,3 tonelada de maconha. A droga foi apreendida na rodovia MG-050, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas. Um dos presos é apontado como líder de uma organização criminosa e o outro era o motorista do caminhão que transportava os entorpecentes.

Detalhes da ação foram apresentados nesta sexta-feira (12) pelo delegado Davi Batista. Segundo ele, a investigação ocorre há um ano e meio e tem como foco o transporte e a entrada de entorpecentes em Minas.

“Nós começamos a monitorar a entrada dessa droga desde o momento em que ela ingressou no Brasil, através da fronteira do Mato Grosso. Conseguimos rastrear este entreposto na região de São Paulo, onde essa droga era novamente preparada e embalada. Conseguimos interceptá-la quando descia para abastecer Belo Horizonte e região metropolitana, ali nas proximidades de Itaúna”, contou o delegado.

Conforme Batista, o suposto líder da organização criminosa escoltava a carga em um veículo Toyota Hilux. A droga estava escondida em um caminhão que estava com a placa trocada e o sinal adulterado.

“O entorpecente estava em um baú que eles plotaram para poder dissimular, utilizando a marca de uma grande distribuidora atacadista do Estado”, contou.

Ainda de acordo com o delegado, a droga estava na “forma mais pura” e seria diluída em uma quantidade até cinco vezes maior para a distribuição nos pontos de venda.

“Só Deus sabe o que eles colocam ali. Vai de tudo, de grama até esterco de cavalo. Eles fazem qualquer tipo de coisa para render aquilo ali. O que chega no usuário final, normalmente, às vezes, é pouquíssimo de maconha mesmo”, destacou.

A investigação aponta ainda que o motorista não havia sido contratado por um frete eventual e que ele tinha ciência do que estava transportando. Ele e o homem apontado como líder da organização devem responder por tráfico de drogas.

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