Líder de quadrilha de hackers que fraudava sistema judiciário é preso e trazido para BH
Investigado estava foragido após usar alvará de soltura falso para deixar presídio e vivia escondido no Rio de Janeiro

Um homem de 32 anos apontado como chefe de uma organização criminosa de hackers especializada em fraudar o sistema do Poder Judiciário de Minas Gerais foi recapturado e trazido para Belo Horizonte. Ele estava foragido desde dezembro, quando conseguiu sair de uma unidade prisional da capital mineira utilizando um alvará de soltura fraudado.
A prisão ocorreu em um apartamento no bairro Maracanã, no Rio de Janeiro, em uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Minas Gerais e o Poder Judiciário. No local, o investigado mantinha uma rotina discreta, evitando contato com vizinhos e saídas de casa para não ser identificado. Um comparsa, responsável pela lavagem de dinheiro do grupo, também foi detido no imóvel.
De acordo com as investigações, o suspeito é considerado um dos maiores hackers do país. Ele liderava um esquema que acessava ilegalmente os sistemas da Justiça para emitir documentos oficiais falsos, como alvarás de soltura e liberações de veículos, utilizando credenciais de magistrados. Mesmo enquanto esteve preso, ele teria orientado comparsas na falsificação do documento que permitiu sua própria fuga e a de outros três detentos.
Com a nova detenção, a Polícia Civil contabiliza o cumprimento de todos os 12 mandados de prisão expedidos na operação. A primeira fase das investigações já havia resultado no bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões em bens, incluindo joias, criptomoedas e carros de luxo. Dos quatro presos que fugiram em dezembro, três já foram recapturados, restando apenas um foragido. O foco das autoridades agora é identificar como o grupo obteve acesso às credenciais reais de servidores do Judiciário mineiro.