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Lixo acumulado e ruas sujas: greve de garis afeta 800 mil pessoas no segundo dia em BH

Paralisação atinge as regiões Leste, Nordeste e Noroeste; moradores relatam mau cheiro e proliferação de insetos sob chuva

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 20/01/2026 às 08:15.Atualizado em 20/01/2026 às 12:08.
 (Maurício Vieira/Hoje em Dia)
(Maurício Vieira/Hoje em Dia)

A paralisação dos garis que prestam serviço de coleta em Belo Horizonte entrou em seu segundo dia nesta terça-feira (20). O movimento impacta diretamente cerca de 800 mil moradores, especialmente nas regiões Noroeste, Leste e Nordeste da capital. Os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho, denunciando a falta de profissionais, caminhões e peças reserva, além da imposição de equipes reduzidas nos veículos de coleta.

O acúmulo de resíduos nas calçadas, somado ao período de chuvas fortes na capital, tem gerado transtornos imediatos para a população. No bairro Ribeiro de Abreu, na região Nordeste, a empresária Adriele Cristhina Vieira relata que a surpresa com o movimento agravou a situação nas portas das residências.

"A greve começou na segunda-feira, então os moradores acumularam lixo também do fim de semana, inclusive com resto de comida. Muitos moradores foram pegos de surpresa, e o lixo segue na rua hoje. Cachorros já rasgaram vários sacos, e alguns vizinhos acharam melhor recolher para não criar uma bagunça na porta de casa. Tem ainda a questão do mau cheiro e do surgimento de moscas. Com a chuva, fica pior ainda a situação", disse Adriele.

Reivindicações 

Os profissionais em greve apontam que a empresa estaria forçando a operação com apenas três pessoas por caminhão, quando o correto seriam quatro. Além disso, alegam precariedade na manutenção da frota disponível para o serviço.

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) acompanha as negociações entre os trabalhadores e a Sistemma, empresa responsável pela coleta.

Já a Sistemma alegou ter sido surpreendida pelo movimento, classificando-o como "recusa imotivada" e afirmando que não recebeu previamente uma pauta oficial de reivindicações ou comunicado sobre a paralisação. A Sistemma declarou ainda que busca uma solução para normalizar o serviço o mais rápido possível. Veja nota:

"De se registrar, prefacialmente, que nesta manhã (19/01/2026), esta Comunicante, prestadora do serviço público de limpeza urbana, foi surpreendida com a recusa imotivada de parte de seus colaboradores em iniciar as atividades operacionais, o que impactou pontualmente o início de determinadas rotas de coleta.

Ressalte-se, desde logo, que SISTEMMA não foi previamente comunicada, por qualquer meio, acerca de eventual movimento de paralisação, tampouco recebeu pauta de reivindicações, deliberação assemblear ou outra manifestação que identificasse, com precisão, as reais motivações do ato, fato que reforça o cenário de irregularidades de tal paralisação."

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