
A Marinha do Brasil confirmou, nesta segunda-feira (23), que o condutor da lancha que bateu contra um píer no Rio Grande, na divisa de Minas com São Paulo, possuía habilitação regular para conduzir a embarcação. No acidente, seis pessoas morreram, inclusive o piloto.
Conforme o Corpo de Bombeiros de Minas, o grupo de 15 pessoas retornava de um bar flutuante em direção a um rancho quando atingiu frontalmente a estrutura. Informações iniciais davam conta que o condutor responsável pela embarcação não tinha habilitação.
Segundo relatos de sobreviventes, o pier não apresentava sinalização ou iluminação adequada. Com a força do impacto, a lancha tombou.
De acordo com os militares, das seis pessoas que morreram, três utilizavam coletes salva-vidas no momento do acidente, mas teriam ficado presas sob o casco da embarcação e não conseguiram emergir. Os sobreviventes foram resgatados em estado de choque, o que dificultou a coleta imediata de detalhes técnicos sobre a velocidade da lancha no instante da colisão.
As vítimas que morreram tinham entre 4 e 45 anos. Eles teriam ido ao bar flutuante comemorar o aniversáriod e uma delas.
A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais, com equipes de Araxá, esteve no local para avaliar as condições do píer e as circunstâncias da condução. O trabalho de resgate e perícia contou com o apoio de militares de Sacramento e Uberaba.
Em nota, a Marinha informou que foi designada uma equipe de peritos para o local, com o objetivo de coletar os elementos necessários à condução do Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN).
"O IAFN irá apurar as causas, circunstâncias e eventuais responsabilidades pelo acidente, com prazo inicial de 90 (noventa) dias para conclusão, podendo ser prorrogado nos termos da legislação vigente", detalhou.