EDUCAÇÃO

Mateus Simões admite frustração com impasse das escolas cívico-militares em Minas

Governador afirma que modelo segue como pauta da sociedade e cita ampliação dos Colégios Tiradentes como avanço na área

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 22/05/2026 às 18:56.Atualizado em 22/05/2026 às 20:42.
 (Dener Baracho/Divulgação)
(Dener Baracho/Divulgação)

O governador Mateus Simões (PSD) afirmou nesta sexta-feira (22) que os impasses por conta do programa de escolas cívico-militares em Minas provocam “frustração”. A declaração foi dada durante a formatura dos novos soldados da Polícia Militar (PM), no Mineirinho, em Belo Horizonte.

Apesar disso, Simões afirmou que considera a expansão dos Colégios Tiradentes uma das principais entregas do governo para a área de segurança e educação neste ano. “Tenho uma alegria de estar conseguindo lançar os 30 Colégios Tiradentes que a gente conseguiu aprovar no ano passado”, afirmou.

O governador disse ainda que percorre o Estado para instalar novas unidades e que a expectativa é iniciar 2027 com cerca de 60 colégios do tipo em funcionamento, embora parte deles ainda precise passar por reformas.

Histórico de embates

A fala ocorre em meio ao impasse envolvendo o programa de escolas cívico-militares em Minas, alvo de disputas jurídicas e políticas desde o ano passado. Em abril, o governo estadual encaminhou à Assembleia Legislativa (ALMG) um Projeto de Lei para tentar destravar a implementação do modelo na rede estadual.

A proposta prevê a adesão voluntária das escolas e participação de militares da reserva em funções administrativas e de apoio à disciplina, sem atuação direta no conteúdo pedagógico. O texto foi enviado após decisões do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e do Tribunal de Justiça (TJMG) suspenderem a expansão do programa por falta de respaldo legal e previsão orçamentária.

O tema se tornou alvo de forte polarização no Estado. Defensores argumentam que o modelo pode melhorar disciplina e segurança nas escolas, enquanto críticos apontam riscos à autonomia escolar e questionam a presença de militares na rotina da educação pública.

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