
Uma médica de 28 anos foi indiciada nesta quinta-feira (5) por homicídio doloso, na modalidade dolo eventual, após uma mulher de 42 anos morrer durante um procedimento estético realizado em Montes Claros, no Norte de Minas. A polícia entendeu que, com a conduta praticada, a profissional assumiu o risco de matar, mesmo sem ter a intenção.
De acordo com a delegada Francielle Drumond, as investigações demonstraram que a morte da vítima ocorreu por uma “sequência de falhas técnicas” e “decisões de alto risco” assumidas pela profissional, como por exemplo, administrar o propofol (anestésico intravenoso) sem a presença de um anestesista.
“Entre os fatores apurados estão a perfuração da artéria femoral da paciente, associada à incapacidade de prestação de socorro imediato e eficaz”, relatou a policial, que ressaltou que a médica não tinha a especialização necessária para realizar o procedimento.
O caso ocorreu no dia 11 de dezembro de 2025 e desde então, oito testemunhas foram ouvidas. O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para análise do Ministério Público e adoção das providências legais cabíveis.