Na quarta-feira

Médicos da rede municipal de BH aprovam paralisação de 24 horas após impasse salarial

Categoria rejeitou proposta apresentada pela Prefeitura e anuncia suspensão parcial dos atendimentos

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 08/06/2026 às 08:35.Atualizado em 08/06/2026 às 08:59.
 (PBH/divulgação)
(PBH/divulgação)

Os médicos vinculados à Prefeitura de Belo Horizonte decidiram paralisar as atividades por 24 horas nesta próxima quarta-feira (10). A suspensão dos serviços ocorre após a categoria rejeitar a proposta de reajuste salarial apresentada pela administração municipal. A interrupção dos trabalhos está programada para começar às 7h de quarta-feira e seguir até as 7h de quinta-feira (11), afetando os atendimentos na atenção primária e na rede secundária de saúde.

Segundo o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), o movimento será realizado em conjunto com outros servidores da saúde municipal. Para não desassistir a população nos casos graves, os serviços de urgência e emergência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos hospitais da rede serão integralmente mantidos durante o protesto.

A rejeição da contraproposta da prefeitura ocorreu no âmbito das negociações da campanha salarial de 2026. Conforme o sindicato, o Executivo manteve o índice de reajuste em 4,11% sobre o salário-base apenas dos médicos efetivos, deixando de fora os profissionais contratados temporariamente e sem apresentar novos avanços nas demais reivindicações da pauta.

Durante a assembleia, os profissionais também manifestaram insatisfação com a diferença no tratamento dado a outras carreiras da saúde. De acordo com os relatos do Sinmed-MG, outros servidores da área receberão um adicional de 3% em dezembro, benefício que não foi estendido aos médicos e cirurgiões-dentistas do município.

Além das perdas salariais, a categoria aponta problemas estruturais na rede pública, como a falta de renovação de contratos temporários, a falta de segurança nas unidades de saúde e as constantes falhas no sistema eletrônico de prontuários utilizado pela rede municipal.

O sindicato informou que encaminhou um ofício ao prefeito Álvaro Damião, ao secretário municipal de Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto, e ao secretário municipal de Planejamento, Bruno Passeli, para comunicar oficialmente a paralisação e apresentar uma nova contraproposta dos trabalhadores.

Entre as principais reivindicações estão a extensão do reajuste aos contratos administrativos, a convocação de aprovados em concurso público, a reintegração de médicos que tiveram contratos encerrados e o pagamento de incentivos da atenção primária referentes ao ano de 2024. Uma nova assembleia está marcada para a noite de quarta-feira (10), momento em que os médicos devem avaliar novas propostas do Executivo e decidir os rumos do movimento.

O Hoje em Dia entrou em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte e aguarda retorno. 

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