Mineira radicada em Brasília vence concurso de ‘galopeira’ no bloco É o Amô
Jéssica superou outros três participantes ao soltar a voz no trio elétrico, na Avenida dos Andradas

O clima de modão e sofrência do bloco É o Amô ganhou um ingrediente extra neste domingo (15): um concurso improvisado de “galopeira” em pleno trio elétrico. Quatro foliões aceitaram o desafio de cantar um dos trechos mais marcantes do clássico sertanejo, mas quem levou a melhor foi Jéssica, mineira de Itabira que hoje mora em Brasília.
No meio da multidão, ela foi chamada ao trio pelos amigos e topou participar sem ensaio. “Eu estava ali no meio com meus amigos curtindo. Me chamaram e eu subi. Perguntaram se eu sabia cantar ‘Galopeira’. Eu falei: ‘Eu sei, mas só aquela parte’. Mas Carnaval é isso, né? A gente está aí para aceitar os desafios”, contou, ainda rindo da situação.
Espírito mineiro e coragem no palco
Apesar de morar há anos fora do estado, Jéssica garante que a identidade permanece intacta. “Eu moro em Brasília, mas meu coração é totalmente mineiro. Eu sou de Itabira. O espírito mineiro permanece sempre”, afirmou.
Quando anunciaram o resultado, a surpresa foi imediata. “Eu acho que até roubaram pra mim, positivamente, né?”, brincou. “Eu não acho que dei esse diafragma todo, mas estou super feliz. Agora é bora curtir o Carnaval”.
Para ela, o segredo de uma boa galopeira vai além da potência vocal. “É confiar em você, no seu potencial. Olhar pros seus amigos, pra sua força interna e falar: ‘é agora, só vai’. Não pensar muito, ter coragem e seguir em frente”.
Sertanejo raiz na avenida
Conhecido como o primeiro bloco de sertanejo do Carnaval de Belo Horizonte, o É o Amô surgiu em 2017 com a proposta de levar modões, clássicos da sofrência e o clima das festas do interior para as ruas da capital. Desde então, consolidou um público fiel que canta em coro sucessos do gênero em plena Avenida dos Andradas.
Em 2026, o bloco sai com o tema “Povo do Interior”, incorporando referências à Folia de Reis, quermesses e rodeios ao cortejo. A bateria, inspirada nos blocos afro de Salvador, e o trio elétrico garantem a mistura entre tradição sertaneja e energia carnavalesca.
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