Missa do Trabalhador reúne fiéis na Grande BH; Arquidiocese apoia fim da escala 6x1
'Escala 6x1 priva o trabalhador do convívio com a família, do descanso merecido e digno', destaca Dom Nivaldo, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte

Centenas de pessoas, muitas com carteiras de trabalho nas mãos, participaram na manhã desta quinta-feira (1) da tradicional Missa do Trabalhador, realizada na Praça da Cemig, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, neste dia de São José Operário - protetor dos trabalhadores.
A celebração foi presidida por Dom Nivaldo dos Santos Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, e concelebrada pelos padres das comunidades de fé da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida (Rensa). Neste ano, a cerimônia eucarística completa 50 anos e foi inspirada pelo tema “Trabalho e dignidade humana: um grito pela paz”.
“Temos uma reflexão que é sempre a favor da vida, da pessoa humana. Somos a favor da vida humana, de uma jornada de trabalho que respeite o descanso das pessoas depois do seu período de trabalho normal e natural, instituído pela lei”, disse Dom Nivaldo.
O bispo auxiliar ressaltou que a Arquidiocese de BH apoia todos os movimentos sociais que debatem o fim da escala de trabalho 6x1:
“A escala 6x1 priva o trabalhador e a trabalhadora do convívio com a família, do descanso merecido e digno. Portanto, nós somos parceiros dessa luta, juntos com todos os movimentos sociais que trabalham pela dignidade da pessoa, para que essa realidade tão desafiadora seja vencida e as pessoas alcancem seu direito inalienável de trabalhar dignamente e descansar do seu trabalho, como descansou Deus.”
Ao final da missa, os fiéis tiveram abençoadas as carteiras de trabalho e objetos pessoais trazidos, em sinal de fé e busca pela proteção e intercessão de São José Operário nas atividades de trabalho realizadas diariamente. Alguns devotos aproveitaram o momento para agradecer pelo emprego, enquanto outros fizeram preces por um trabalho.
Memorial da Missa do Trabalhador
Ao chegarem para a cerimônia religiosa, fiéis puderam ver a exposição “Fé e Resistência: 50 anos da Missa do Trabalhador” que contou a trajetória da Celebração Eucarística, realizada desde 1976 na Praça da Cemig com registros históricos realizados pela jornalista Aline Peres.
A exposição reúne momentos da tradicional Missa que, ao longo de cinco décadas, se consolidou como um importante espaço de encontro entre espiritualidade, cultura e direitos sociais.
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